Fooooo!

en.fooooo.com

Um meta-buscador de vídeos. Busca no Google Video, no YouTube, e numa porção de outros pequenos e médios. A parte interessante é que os resultados de busca são melhor apresentados do que em qualquer outra dessas ferramentas. Ou seja, além da vantagem de buscar em vários serviços de vídeo ao mesmo tempo, oferece uma excelente experiência de uso.

Da próxima vez que eu quiser vídeo, se conseguir me lembrar do domínio bisonho, fooooo!

Sobre Tecnologia e Burocracia

Estava lendo sobre o trabalho que o Cris Dias vai ter para provar que pagou o aluguel e fiquei me perguntando porque as pessoas não investem em tecnologias desburocratizantes.

Fila de banco, por exemplo, é uma coisa absurda. Tem sempre uma porção de gente lá que não tem acesso a internet, por isso paga suas contas no banco. Mas também tem um bocado de gente que está na fila porque a conta está atrasada. Se houvesse um jeito qualquer de se pagar contas atrasadas pela internet, acredito que as filas em banco iam se reduzir drasticamente, principalmente pela ausência daqueles office-boys com trinta boletos que o patrão não conseguiu pagar na data.

Aliás, governo e bancos são os campeões da burocracia[bb]. Depois que abri a Visie, cada vez que vou ao contador ou ao banco, assino um maço de papéis. Outra coisa que me encuca muito é a necessidade de autenticar documentos e reconhecer assinaturas em cartório. A história e o funcionamento dos cartórios no Brasil são uma celebração da burocracia.

Você que é empresário, ou que é o responsável pela definição de processos na sua área de atuação, desburocratize:

  • Ao invés de imprimir um boleto e enviar pelo correio, ofereça a seus clientes a opção de receber o boleto por e-mail.
  • Ao invés de pedir que eles preencham um papel e enviem pelo correio ou por fax, permita que eles preencham um formulário em seu site. Se isso não for possível, permita pelo menos que enviem os documentos por e-mail.
  • As pessoas não querem ter com elas uma segunda via de cada papel que assinam. É claro que, se alguém assina um contrato, quer ter uma via consigo. Mas você não precisa entregar para as pessoas segundas vias de tudo.
  • Um scanner é um instrumento muito poderoso. Ao invés de pedir três cópias de um documento para três departamentos diferentes de sua empresa, você pode pedir uma cópia só e digitalizar, de modo que fique disponível para todo mundo que precisar.
  • Pense em scanner, e-mail, e gerenciamento eletrônico de documentos. Proíba as pessoas em sua empresa de entregar documentos impressos umas às outras.
  • Um modem também pode fazer maravilhas. Ao invés de imprimir um documento para enviá-lo por fax, você pode enviar o fax direto do computador, sem derrubar florestas. Também pode receber fax direto no computador, e depois não precisa escaneá-lo.
  • Adoro a possibilidade que alguns serviços oferecem de, se atraso um boleto, poder entrar no site e eu mesmo gerar um boleto com a multa inclusa e nova data de vencimento, que eu posso pagar pela internet.
  • Não exija um papel se isso não for realmente necessário.
  • Não exija uma cópia de um documento se você só precisa do número.
  • Dependendo do porte da sua empresa ou departamento, avalie a possibilidade de ter um servidor de arquivos centralizado, talvez com acesso remoto. As pessoas se sentirão mais seguras se souberem que todos os seus documentos estão num único lugar, acessível de onde elas estiverem, com backup e controle de versão diários.
  • E que tal e-mail e fax centralizados? Você pode ter, por exemplo, um endereço de email fax@suaempresa.com.br, de modo que seus funcionários precisem apenas anexar um documento ao e-mail e colocar o número de telefone no título e o documento será enviado por fax automaticamente para aquele número.

Um servidor de arquivos, e-mails e fax pode não ser tão caro quanto parece, principalmente trabalhando com Linux[bb]. Avalie antes de dizer que acha que é demais para você hoje.

E por fim, se você acha que burocracia é um resquício da ditadura, coisa de empresas antiqüadas nascidas na pré-globalização, saiba que meus dólares estão presos no Google Adsense até que eu encontre uma maneira de passar um fax para eles. 😛

De novo, boa propaganda faz milagres

Humanized

É um Katapult, um QuickSilver. Só que rodando em Windows. Ou seja, nada de novo, mais uma vez o Windows tem a mesma coisa que os outros sistemas, com alguns meses ou anos de atraso. E parece maravilhoso porque muito usuário de Windows nunca viu nada parecido.

Assista o vídeo e veja no final, onde aparece o desenvolvedor com a barba engraçada. Na parte em que ele fala sobre como estender o sistema, preste atenção na linguagem de programação que você vai usar se quiser ensinar novos truques.

Antes que alguém venha dizer que o Katapult ou o QuickSilver não fazem todos os truques que o Enso, eu quero lembrá-lo de que estamos falando de sistemas Unix. O shell do Unix é a coisa mais flexível que já se inventou em relação à integração de programas diferentes. Tomei um tempinho agora e escrevi 18 linhas de Python + Shell Script, para tentar fazer algo parecido com o que o Enso faz. Veja o resultado:

Usei o próprio Katapult, o Kmenuedit para criar as entradas e colocar os ícones, e o xvkbd para falar com as aplicações abertas. Levei uns 30 minutos, incluindo a gravação do vídeo. Se gastar mais um tempo nisso, é possível fazer muita coisa legal.

Bloglines ainda reina supremo, pelo menos para mim.

Enquanto o Ronaldo está procurando uma alternativa para o Bloglines, o Henrique se assusta com sua popularidade.

Eu, por enquanto, continuo no Bloglines. Passei algum tempo usando Newshutch. As alternativas que eu tinha visto até então eram complicadas e lentas, e eu preferia um Bloglines sem Ajax a um Google Reader cheio de Ajax que só atrapalhava. Até que encontrei o Newshutch, que tem Ajax na medida certa e não confunde os feeds lidos com não lidos como o Bloglines tem feito. Passei um bocado de tempo usando o Newshutch, quase satisfeito, mas voltei para o Bloglines por um único motivo: é o único que funciona em meu Nokia 6111.

Leio e respondo meus e-mails nele, acesso o Internet Banking (só Bradesco, o Itaú por enquanto não funciona), publico coisas neste blog, no da Visie e no Tableless e modero comentários, acesso o Google Maps e, usando o excelente MobyExplorer, até publico fotos e conserto pequenos bugs de programação em situações de emergência. Todas as aplicações da Visie funcionam nele. Não vou abrir mão de algo tão simples quanto ler meus feeds.

Se você souber de algum agregador legal com suporte ao Opera Mini, por favor me avise para eu testar. Enquanto isso, continuo no Bloglines.

Snap?

Acabo de bloquear na Adblock a seguinte url:

http://spa.snap.com/snap_preview_anywhere.js?*

Caramba, mas que negocinho chato esse, né? Fica pulando na sua frente quando você passa o mouse sobre o texto. Não consigo ler com isso aí não.

Gravação de screencast no Ubuntu é com o recordmydesktop

Já tinha usado duas ferramentas para gravar screencasts no Linux[bb]: o xvidcap e o ffmpeg. Dois programas cheeeios de opções. O ffmeg é um programa de terminal para trabalho com mpeg em geral, que além de gravar screencasts faz muito mais. O xvidcap é um programa com interface gráfica, feito para a gravação de vídeos do Desktop, mas nem por isso menos complicado que o ffmpeg para se produzir um screencast.

Descobri recentemente o recordmydesktop, que me faz aposentar os outros dois. No fórum do Ubuntu há link para os pacotes deb. É preciso ter um login no fórum para baixar os pacotes. Baixe e instale os dois (duplo clique deve abrir o pacote no instalador de pacotes do Ubuntu.)
O programa, depois de instalado, vai estar em Aplicações -> Som e Vídeo -> gtk-recordMyDesktop. Experimente. Você vai ver como é sem graça. Descontando o fato de estar em português de Portugal e com os acentos errados, o programa funcionou perfeitamente aqui. Você abre o programa, escolhe a região da tela que quer gravar, clica em “Gravar” e pronto. Há uma série de configurações no botão “Avançado”, mas as escolhas para as opções mais comuns já foram feitas para você, de modo que se você não clicar em “Avançado” e for direto ao “Gravar” o programa deve funcionar perfeitamente.

O programa vai gerar um ogg, cujo nome padrão é out.ogg. Para convertê-lo para um formato DiVX mais fácil de se abrir no (argh!) Windows, você pode fazer:

mencoder out.ogg -o pronto.avi -oac mp3lame -ovc lavc -lavcopts vcodec=msmpeg4v2

Divirta-se.

Cite Bite, uma idéia ruim

Um bocado de gente começou recentemente a usar o Cite Bite para linkar para citações de outros sites. A citação pode ficar, por exemplo, assim:

PS: Se você tem talento e disposição para criar uma “mensagem-modelo”, com campinhos para preencher e enviar, principalmente para os tribunais, por favor faça isso. Você vai estar ajudando muito com um pouquinho de seu tempo.

Elcio Ferreira

Clique no link com meu nome e você vai entender o que é o Cite Bite. O recurso parece interessante à primeira vista. O problema é que isso quebra um dos mecanismos básicos da interação entre os blogs: o link.

Quando você linka para um outro blog você está favorecendo o blog linkado:

  1. Está enviando usuários para lá. Esse é, claro, o ponto mais óbvio.
  2. Está enviando um pingback. Isto é, se o seu sistema de blogging for esperto o suficiente para isso. Se você não sabe o que é pingback (e trackback) entenda isso melhor aqui.
  3. Está dando pontos ao site no Google Ranking. E o Google funciona por causa dessas milhares de pequenas contribuições voluntárias, os links. Cada link é um voto.

Nada disso aí acontece quando você linka para o Cite Bite. Vai haver um link a menos para o blogueiro que escreveu algo tão bom que merece sua citação.

Para complementar, o Cite Bite pode causar problemas para o seu usuário. Aquela barra vai causar problemas se o site linkado coloca coisas no topo usando, no CSS, position:absolute; e os javascripts e mesmo o layout do site podem não funcionar corretamente.
Linke direto para o blogueiro, a fonte original.

Lasagna, o mini-framework

Para mim é difícil dizer quem foi a grande estrela do Intercon 2007: o Luli ou o Twitter. Durante as palestras víamos boa parte do público de cabeça baixa, olhando para seus celulares[bb], exercitando freneticamente seus polegares.

Saindo do Intercon e voltando ao mundo real descobri um fato estarrecedor: a maioria das pessoas não sabe o que é o Twitter. Mesmo num evento de desenvolvedores de que participei no domingo, ninguém sabia o que era! Então vamos começar com o básico:

Qualquer um pode entrar lá e criar uma conta. Em seguida o twitter pergunta “o que você está fazendo agora?” E você pode entrar lá, quantas vezes quiser, e dizer o que está fazendo agora. E também pode encontrar seus amigos lá e clicar em “follow”. Ao fazer isso, você é avisado sempre que um deles escrever alguma coisa. Isso pode ser simplesmente publicado em sua página no Twitter ou enviado para você por Gtalk ou SMS. Você também pode escrever via Gtalk ou SMS, sem abrir a página do Twitter.

Da primeira vez que vi isso, pensei que fosse completamente inútil. Ora, o que alguém poderia escrever diferente de “escrevendo no twitter”. E que interesse eu tenho se fulano está escovando os dentes ou ciclano está alimentando os gatos? Durante um bom tempo eu, e uma porção de gente que eu conheço, se recusou a usar o Twitter.

Quando resolvi dar uma chance ao Twitter, comecei a entender de verdade seu valor. O truque número um é que você pode responder ao que alguém disse, basta começar sua mensagem com @nomedosujeito. O truque número dois é que você pode escrever o que quiser, não apenas o que está fazendo agora.

Veja, por exemplo, o que aconteceu no Intercon. Durante uma palestra alguém tem uma dúvida ou uma idéia genial. Ao invés de cochichar com a pessoa ao lado, escreve no twitter. É como se estivesse cochichando com cem ou duzentas pessoas que podem responder. Imagine uma sala de bate-papo onde você só escuta quem você escolheu, e que funciona muito bem em seu celular.

Outro exemplo, você resolve almoçar no intervalo do evento. Publica no twitter onde está e para onde vai. Seus amigos ficam sabendo e podem responder na hora. Pense na troca de SMS que você já faz, mas em grupo. Sabe aqueles filmes em que a equipe dos mocinhos tem um comunicador em que quando um fala todo mundo ouve?

Claro, esse é o uso que eu estou fazendo do Twitter, não quer dizer que é o único ou “o jeito certo”. Mas, a julgar pela quantidade de gente que estava usando assim no Intercon, deve ser um dos melhores usos. Os resultados? Confira o que o Manoel Netto escreveu sobre o assunto.

Entenda bem, não é o Twitter, é o fato de estarmos conectados o tempo todo, do mesmo jeito que não era o Napster, era o fato de podermos compartilhar nossas músicas, e não era o ICQ, mas o fato de poder falar com gente do mundo todo, inclusive meus vizinhos. Não sei se o Twitter vai continuar a ser usado por anos, ou se vai surgir algo que vai conseguir substituí-lo, não importa. O que importa é que podemos nos falar, estamos conectados, em qualquer lugar e sempre que quisermos, e em grupo. Isso é algo completamente novo, e muda muita coisa.

Dez bons hábitos no console do Linux

Para aqueles que foram ao workshop, e saíram de lá querendo aprender mais sobre o bash, o shell do Unix[bb], lá vai:

Learn 10 good UNIX usage habits

Muito, muito bom. Sobre a dica do xargs poder ser usado em combinação com outros comandos que não o find, eu gostaria de acrescentar que, ao usar o find, muitas vezes você não vai precisar do xargs. Existe uma opção do find, -exec, que executa o comando que vier depois. Tudo o que vier depois de -exec até o próximo “;” será passado ao comando, e a string especial “{}” será substituída pelo nome de arquivo encontrado.

Por exemplo, o comando:

find -name "*.bak" -exec mv {} ../trash/{} ";"

Move todos os arquivos bak do diretório atual e subdiretórios para a pasta ../trash. Veja, por exemplo, esse outro:

find -name "*.php" -exec grep -l password {} ";"

Vai listar todos os arquivos php dentro do diretório atual que contém a string “password”.

De quantas etapas você precisa para fazer isso na interface gráfica? E se tiver que fazer isso todo dia, três vezes por dia?

Compartilhando seus feeds com OPML no Bloglines

Voltei para o Bloglines. O Newshutch é muito, muito legal, mas eu não consigo mais viver sem poder acessar meus feeds no celular. Aliás, foi o celular quem me fez ver a real vantagem da campanha Feed Zero. No desktop, não me incomodava nada clicar no título do post no leitor de feeds e ler o texto no próprio blog. Mas no celular isso é muito ruim, principalmente porque o navegador não tem abas.

E de quebra o Bloglines me dá uma outra vantagem: OPML atualizado automaticamente.

Se você leu o post do Henrique e ficou com vontade de compartilhar seus feeds também, se usa Bloglines, recomendo que faça como eu. Você precisa configurar o Bloglines para compartilhar seus feeds, clicando na aba Share e escolhendo um nome de usuário. Se você tiver feeds protegidos por senha, como os do Gmail e do Basecamp, vai precisar torná-los privados. Faça isso clicando feed e depois em “edit subscription”.

Ao escolher seu nome de usuário, o Bloglines vai criar uma url com ele para o compartilhamento de seus feeds. A minha é:
http://www.bloglines.com/public/elcio

E o Bloglines também disponibiliza, automaticamente, seu OPML atualizado. O meu está aqui:
http://www.bloglines.com/export?id=elcio

Então, ao invés de copiar o OPML para o seu site e ter que se lembrar de atualizá-lo cada vez que cadastrar um feed novo, você pode apontar seus diretamente para o OPML gerado pelo Bloglines. O código no head de minha página ficou assim:

<link rel="outline" type="text/xml+opml" title="Elcio Ferreira's feeds"
href="http://www.bloglines.com/export?id=elcio" />

Pronto. Troque meu nome pelo seu, meu id pelo seu, coloque isso aí no head de suas páginas e mostre ao mundo o que você anda lendo.

E para quem não leu o post do Henrique, fica a dica: instale a OPMLReader, você vai entender.

AdSpyTracker, estatísticas para o Google AdSense

Fiquei curioso para testar o tal AdSpyTracker que o Janio recomendou, e paguei os tais 10 dólares (usando o PayPal.)

Caramba! É realmente impressionante. Como eu tenho AdSense[bb] em cada página relevante nesse servidor, ele está funcionando como um sistema de estatísticas de acesso, junto com estatísticas do AdSense.

Entre as coisas curiosas que descobri:

  • A frase de busca que mais trouxe as pessoas para esse site hoje, e em todo o mês de dezembro, é mensagem de natal.
  • Algumas pessoas chegaram buscando frases um bocado estranhas: onde achar fogao bonito e barato, como escrever com letra diferente no orkut, Naõ sei meu CPF (sic), programação de máquinas por meio de sistema fotográfico, como eu posso ver videos na internet do ano 2005 e 2006, como faz para escrever no programa de montagem picasa 2, 18 em binario, muito dinheiro no bolso saude pra dar e vender, pra saber quem me bloqueou do msn, o que é um notebook e a genial: beijos se escreve em ingles. Bom, dá para ver que muita gente chega até aqui procurando por ajuda. Vou começar ajudando quem quiser saber com se escreve 18 em binário: 10010.
  • O artigo campeão de cliques continua sendo o Voê Gol, se você conseguir. Ele está logo abaixo do próprio site da Gol ao se buscar por Voe Gol no Google, e a atual crise na aviação deve estar trazendo muita gente, preocupada com sua viagem, sua passagem e o atendimento recebido da companhia aérea.

Ainda estou muito curioso tentando imaginar o que seria a tal “programação de máquinas por meio de sistema fotográfico”.

De qualquer maneira, está aí o link para o AdSpyTracker, que eu recomendo não pelos trocados que posso ganhar no sistema de afiliados, mas porque o treco realmente me surpreendeu:

AdSpyTracker, compre nesse link e ajude esse blogueiro a pagar suas contas.

Robô de Google Ranking

Mais uma coisa que descobri nos relatórios do Google Analytics[bb]: a parte mais acessada do meu site, depois do blog, é o Robô de Google Ranking.

Pois bem, se é útil, então vamos melhorá-lo. Consertei uns defeitinhos agora, e preparei o sistema para internacionalização. Coloquei no ar inclusive uma versão em inglês ruim. Aí está, se você sabe inglês[bb], espanhol, alemão, chinês, ídiche, suaili ou outro idioma qualquer e tem algum tempo disponível, pode nos ajudar traduzindo o robô para o seu idioma. Se só sabe português, pode ajudar dando opiniões e sugestões sobre o Robô.

Hardware para produtividade

Algum investimento em hardware, nem sempre caro, pode tornar você bem mais produtivo. Tenho um notebook, da Itautec, um Celeron M 1.9 com 512MB RAM. Um máquina modesta, relativamente barata, mas que representa um investimento considerável. Comprei meu notebook na FastShop, onde achei preço melhor que na Santa Ifigênia com um atendimento de cair o queixo.

No dia em que peguei o notebook instalei o Ubuntu[bb], que funcionou automagicamente com quase todo o meu hardware. A placa de rede wi-fi, uma D-Link DWL-G630, foi a única coisa que me deu alguma dor de cabeça. Mas funcionou que é uma beleza ao seguir essa dica e, importante, usar o wlassistant ao invés do gerenciador de redes do Gnome (apt-get install wlassistant).

Notebook é um negócio viciante. Praticamente deixei de usar meu Desktop, mesmo ele tendo mais processamento e o dobro de memória. Para quem puder ter, recomendo.

Bom, de lá pra cá, comprei umas coisinhas que tornaram a experiência de usar o notebook muito mais divertida, e produtiva. A primeira coisa foi um segundo monitor. Na verdade, não comprei esse, tinha um enconstado aqui. Mas você consegue um bom o suficiente para usar como segunda tela por menos de R$350,00 se procurar bem. É o item mais caro de nossa lista. Usar duas telas, lado-a-lado, a do notebook e um monitor, é um negócio muito interessante. E essa é uma dica que pode servir pra você mesmo que você não tenha um notebook. Com uma placa de vídeo razoável e uma outra qualquer, que pode ser sua onboard, você pode ter duas telas em seu PC. Veja, por exemplo, esse screenshot (clique para ampliar):

Aqui tenho meu editor de código, o Kate, aberto na tela do notebook. Com a largura de 1280px, a tela me permite ter o navegador de arquivos e o navegador python abertos e ainda ter bastante espaço para editar código. Ao lado, no monitor, tenho navegador e cliente de MSN abertos. Esse é só um dos arranjos possíveis. Isso nos poupa muito trabalho também para fazer coisas com o segundo monitor como monitorar processos numa janela de terminal, conectar a um VNC ou XDMCP, rodar o VMWare, colocar as janelas de download e o que mais você imaginar.

Descubra neste artigo como configurar dois monitores no Linux e veja que idéia interessante essa aqui, usar cada tela para um computador diferente, usando o mesmo teclado e mouse para ambos. Já estou usando isso.

O segundo hardware interessante que comprei foi um adaptador Bluetooth USB. Tenho um plano GPRS de dados ilimitado da Claro (dica da Bia) mas não uso o tempo todo, então julguei que não valia a pena investir numa placa GPRS PCMCIA. Com o celular no bolso consigo navegar em qualquer lugar, mesmo sem um hotspot por perto. Claro, é meio devagar, mas quebra um galhão em lugares em que é a única opção. Paguei R$ 70,00 numa loja no Shopping da Barra, no Rio.

Depois, comprei um mouse USB. O touchpad do Itautec é legal. A rolagem com o touchpad é melhor que a rodinha do mouse, e estou usando mesmo com o mouse conectado quando tenho um texto longo para ler. Mas, como mouse, o touchpad é bem ruizinho. Paguei R$ 40,00 numa loja no Shopping Praia da Costa, em Vila Velha (ES). Em seguida, ganhei um mouse USB sem fio do Rigonatti.

Por fim, minha última aquisição, um Access Point. Se você tem um notebook com wi-fi e não tem Access Point, compre assim que puder. É muuuito bom, o tipo de coisa que você fica se perguntando como vivia sem. Agora tenho conexão boa em qualquer lugar da casa. E o Access Point custou menos de R$ 200,00 no Stand-Center (o Diego foi quem buscou pra mim).

Ou seja, como já tinha o monitor, gastei R$310,00 para ter conexão GPRS em qualquer lugar, wi-fi em casa, dois monitores em minha mesa e um mouse bom.