Baixe o Ubuntu 7.04 via torrent

Saiu o Ubuntu[bb] 7.04, Feisty Fawn. Assim que sai uma versão nova do Ubuntu, os servidores ficam sobrecarregados de gente tentando baixar os isos.

A dica: baixe via torrent. O servidor mais rápido que eu achei me deixou baixar a 100KB/s. Via bittorrent estou baixando a 220KB/s. Além de ser mais rápido, você contribui com sua banda para que os servidores do Ubuntu fiquem menos sobrecarregados. Vamos lá! Quanto mais gente baixar via torrent, mais rápido fica para todo mundo.

Vou deixar a máquina seeding aqui durante a noite. Se você tem condições, faça também isto. É um jeito simples de contribuir um pouquinho com uma causa muito nobre.

Os servidores estavam tão sobrecarregados que eu tive dificuldades em baixar o arquivo de torrent para iniciar. Então, para facilitar sua vida, deixei aqui uma cópia do arquivo de torrent para a versão i386 (feisty-desktop-i386.iso 698MB.) Bom download!

Firefox, o monstro

Deixei o micro ligado durante a noite. Não estava navegando nem fazendo nada de especial, só ficou ligado. Quando fui tentar usá-lo pela manhã, estava muito, muito lento. Talvez o usuário de Windows ache que estou de frescura, afinal, isso é assim mesmo, basta um reboot e tudo se resolve. Mas deixe-me dizer que no Linux[bb] as coisas são diferentes. Minha máquina no escritório fica meses ligada, sem reboot, sem lentidão. Se está lento, tem alguma coisa errada. Pois veja:

Firefox consumindo 297MB de RAM. Como meu notebook só tem 512MB de RAM, e parte disso é compartilhada com a placa de vídeo, 297MB é muita, muita RAM.

Fechei o Firefox. A janela fechou e o programa levou dois minutos para fechar e liberar a memória. Enquanto isso, consumiu tudo o que pode de CPU:

Quando o programa finalmente morreu, o alívio foi imediato:

Pronto, abri o Firefox de novo, e tudo parece normal:

Alguém tem idéia do que seja isso? Algum plugin ou extensão?

Quem tem medo do terminal?

Estava ajudando um amigo a instalar o Ubuntu[bb] em sua máquina, tentando evitar, a todo custo, me conectar por ssh. E tentando evitar também o uso de terminal, pois meu amigo estava migrando de Windows e parecia ter um certo receio da tela preta. Tivemos alguns problemas com o Automatix, e entrei no canal #ubuntu-br da Freenode para perguntar. Fiquei impressionadíssimo com a solicitude das pessoas que estavam online. Uso bastante irc, e é comum estar em canais sobre Python[bb], SQLObject, Javascript e etc. E sei que geralmente quem se dá ao trabalho de estar ali é porque realmente gosta de ajudar. Mas o pessoal da #ubuntu-br foi especialmente paciente e atencioso.

Depois que desconectei, recebi até um e-mail do Vinícius Depizzol sanando as dúvidas que haviam ficado pendentes. Obrigado Vinícius, obrigado ao pessoal do #ubuntu-br.

Uma das coisas que o Vinícius me mostrou é que eu não preciso de Automatix. Quase tudo o que se faz por ele pode ser feito pelo Ubuntu, na interface gráfica, sem nenhum programa especial. Boa parte no menu “Aplicações” -> “Adicionar/Remover”. E o que não dá para resolver lá geralmente é muito fácil de fazer no terminal.

Isso me fez pensar. Nós, programadores, sabemos que o terminal (shell, console ou como você preferir chamá-lo) é a ferramenta mais poderosa dos sistemas Unix. Não há outra maneira de se obter a rapidez e flexibilidade que se tem num terminal.

Estes dias vi um amigo fazendo algo curioso. Ele precisa copiar uma pasta no servidor, chamada “site”, para “sitenovo”, para começar a trabalhar no novo site. Ele se conectou por FTP, copiou a pasta inteira para a sua máquina (eram alguns megabytes) renomeou e enviou de novo para o servidor. Mais de meia hora de trabalho. Ele poderia ter se conectado via SSH e feito:

cp -r site sitenovo

E em menos de um minuto a cópia estaria feita.

Claro, isso não é novidade nenhuma para o usuário de Linux que já lida com o terminal há algum tempo. Um administrador de sistemas Linux é uma pessoa muito mais feliz graças ao terminal. Mas como fazer com que o usuário de interface gráfica, que não tem gosto pela linha de comando, não perca o tempo que meu amigo perdeu? Como fazer com que o webdesigner que publica arquivos num servidor remoto aprenda pelo menos o básico? Que ele saiba copiar, mover, apagar e editar arquivos e diretórios, navegar por diretórios, sincronizar diretórios, comparar arquivos, criar pequenos scripts para automatizar tarefas e editar o seu crontab?

Política de Segurança do Bradesco! Raios Múltiplos!

O Bruno começou: Bradesco: O pior internet banking que eu já vi.

É mesmo, de longe, o pior que eu conheço. Sou cliente Bradesco e Itaú há um bocado de tempo. Mantenho minha conta no Bradesco por uma série de motivos. Primeiro, porque eles me ofereceram crédito pessoal, cartão de crédito, cheque especial e uma porção de outras facilidades, sem que eu precisasse ir até o banco pedir. Sei que eles não fazem isso por bondade, que é interesse do banco que eu me endivide e pague juros a eles. Mas no Itaú, tendo praticamente o mesmo tempo de conta e tendo durante alguns anos movimentado mais dinheiro lá do que no Bradesco, não tenho nem talão de cheques. Eu sei que se for à agência pedir é capaz de conseguir essas facilidades, mas, caramba, tenho que ir à agência?

Há outros motivos para manter minha conta no Bradesco. Embora seja considerado um “banco das massas” e muita gente reclame das filas, tenho tido muita sorte com o atendimento deles na agência. A rede de caixas eletrônicos também é exemplar. Onde eu vou tem um caixa Bradesco Dia e Noite. E, se não tiver, eles ainda têm convênio com a rede 24 horas, embora aí eu pague para sacar. Isso é bem melhor que o sistema do Itaú, onde eu só posso sacar em caixas eletrônicos do próprio Itaú, tenho um limite (pequeno) de saques por mês e, se sacar além do limite, pago uma tarifa por cada saque extra. Além disso, se faço um saque em qualquer caixa eletrônico fora da agência, num supermercado, posto de gasolina ou rodoviária, por exemplo, também pago por aquele saque. Além disso, as tarifas no Itaú são um assalto!

Me sinto entre a cruz e a espada com os dois bancos.

Um ponto para o Bradesco: Uma vez perdi meu cartão do Itaú. Tive que ir até a agência para assinar uma solicitação de um novo. O gerente me deu um prazo, mas a única maneira de saber se o cartão já havia chegado era telefonar para o gerente ou ir até a agência. Acontece que ninguém consegue telefonar para o gerente. Quando o cartão finalmente chegou, o gerente me entregou o cartão e me disse que eu tinha que cadastrar uma senha para liberar o cartão para uso. E para isso, tinha que pegar a fila do caixa. Era o quinto dia útil do mês, a fila era uma daquelas que quase não cabe na agência. No Bradesco, quando meu cartão quebrou, fiz o pedido de um novo por telefone e o recebi em casa.

Um ponto para o Itaú: há pouco tempo eu me mudei e resolvi transferir as contas para uma agência perto de casa. No Itaú a moça digitou meia dúzia de coisas no computador, me deu um único documento para assinar e colou um adesivo em meu cartão com o número da nova conta. Pronto, a conta estava transferida e eu já podia movimentá-la. No Bradesco me pediram uma carta, de próprio punho, solicitando a mudança, me deram um documento de encerramento da conta antiga para assinar, mais toda a papelada de abertura de uma conta nova. Maços e maços de papéis para assinar. Aliás, o Bradesco parece que adora gastar papel. Está bem que eles trabalham com papel reciclado, mas acho que eles fariam mais bem à Natureza se simplesmente poupassem a metade do papel que gastam.

No fim, não sei que banco escolher. Não se também se abro uma conta em um outro e encerro as duas que tenho.

Agora, falando em políticas de segurança, o Bradesco realmente é o campeão da chateação. Uma vez minha esposa telefonou para o Fone Fácil, que devia se chamar Fone Difícil. Ela não estava acostumada às confirmações de cadastro. Aqui em casa, quando a gente precisa telefonar para a companhia telefônica, o banco ou qualquer outro fornecedor de serviços, geralmente sou eu que faço. Você nunca foi pego de surpresa quando perguntam sua idade? Principalmente perto do seu aniversário? Foi o suficiente para bloquearem a conta dela e ela ter que ir até a agência para resolver o problema.

Esse tal “Cartão Chave de Segurança Bradesco” é a coisa mais famigerada que já inventaram. O Itaú tem um igualzinho, mas o Bradesco me pede o cartão para acessar também o Fone Fácil, que devia se chamar Fone Difícil, e para fazer saques no caixa eletrônico.

Preste atenção nos passos para saber meu saldo no Internet Banking:

  1. Acesso o site do Bradesco.
  2. Digito agência e conta e Enter.
  3. Espero, dependendo da conexão muito, até carregar um applet Java.
  4. Digito minha senha eletrônica (não é a mesma do cartão para saque) usando o teclado virtual.
  5. Digito minha frase secreta (pelo menos 22 letras) e Enter
  6. Aparece uma tela me pedindo um dos números do meu cartão chave. Tiro o cartãozinho odioso da carteira, encontro e digito o número pedido e Enter.
  7. Pronto, aparece meu saldo. Viu como é fácil?

Um cliente Bradesco tem:

  1. Uma senha do cartão de débito
  2. Duas letras secretas para usar o caixa eletrônico
  3. Uma senha eletrônica para Internet e Fone Fácil
  4. Um cartão de segurança com 70 números

E de vez em quando ainda te pedem para confirmar dados pessoais em algumas operações.

Por fim: estava tentando testar um serviço novo, o NovoFax, mas não consegui porque o sistema da Visa me manda para o Bradesco quando tento fazer uma compra, e, embora o site e o Internet Banking funcionem no Firefox, os sistemas de pagamento eletrônico não. Estou pensando aqui se assino via boleto ou simplesmente desisto.

Sobre Tecnologia e Burocracia

Estava lendo sobre o trabalho que o Cris Dias vai ter para provar que pagou o aluguel e fiquei me perguntando porque as pessoas não investem em tecnologias desburocratizantes.

Fila de banco, por exemplo, é uma coisa absurda. Tem sempre uma porção de gente lá que não tem acesso a internet, por isso paga suas contas no banco. Mas também tem um bocado de gente que está na fila porque a conta está atrasada. Se houvesse um jeito qualquer de se pagar contas atrasadas pela internet, acredito que as filas em banco iam se reduzir drasticamente, principalmente pela ausência daqueles office-boys com trinta boletos que o patrão não conseguiu pagar na data.

Aliás, governo e bancos são os campeões da burocracia[bb]. Depois que abri a Visie, cada vez que vou ao contador ou ao banco, assino um maço de papéis. Outra coisa que me encuca muito é a necessidade de autenticar documentos e reconhecer assinaturas em cartório. A história e o funcionamento dos cartórios no Brasil são uma celebração da burocracia.

Você que é empresário, ou que é o responsável pela definição de processos na sua área de atuação, desburocratize:

  • Ao invés de imprimir um boleto e enviar pelo correio, ofereça a seus clientes a opção de receber o boleto por e-mail.
  • Ao invés de pedir que eles preencham um papel e enviem pelo correio ou por fax, permita que eles preencham um formulário em seu site. Se isso não for possível, permita pelo menos que enviem os documentos por e-mail.
  • As pessoas não querem ter com elas uma segunda via de cada papel que assinam. É claro que, se alguém assina um contrato, quer ter uma via consigo. Mas você não precisa entregar para as pessoas segundas vias de tudo.
  • Um scanner é um instrumento muito poderoso. Ao invés de pedir três cópias de um documento para três departamentos diferentes de sua empresa, você pode pedir uma cópia só e digitalizar, de modo que fique disponível para todo mundo que precisar.
  • Pense em scanner, e-mail, e gerenciamento eletrônico de documentos. Proíba as pessoas em sua empresa de entregar documentos impressos umas às outras.
  • Um modem também pode fazer maravilhas. Ao invés de imprimir um documento para enviá-lo por fax, você pode enviar o fax direto do computador, sem derrubar florestas. Também pode receber fax direto no computador, e depois não precisa escaneá-lo.
  • Adoro a possibilidade que alguns serviços oferecem de, se atraso um boleto, poder entrar no site e eu mesmo gerar um boleto com a multa inclusa e nova data de vencimento, que eu posso pagar pela internet.
  • Não exija um papel se isso não for realmente necessário.
  • Não exija uma cópia de um documento se você só precisa do número.
  • Dependendo do porte da sua empresa ou departamento, avalie a possibilidade de ter um servidor de arquivos centralizado, talvez com acesso remoto. As pessoas se sentirão mais seguras se souberem que todos os seus documentos estão num único lugar, acessível de onde elas estiverem, com backup e controle de versão diários.
  • E que tal e-mail e fax centralizados? Você pode ter, por exemplo, um endereço de email fax@suaempresa.com.br, de modo que seus funcionários precisem apenas anexar um documento ao e-mail e colocar o número de telefone no título e o documento será enviado por fax automaticamente para aquele número.

Um servidor de arquivos, e-mails e fax pode não ser tão caro quanto parece, principalmente trabalhando com Linux[bb]. Avalie antes de dizer que acha que é demais para você hoje.

E por fim, se você acha que burocracia é um resquício da ditadura, coisa de empresas antiqüadas nascidas na pré-globalização, saiba que meus dólares estão presos no Google Adsense até que eu encontre uma maneira de passar um fax para eles. :-P

Desktop 3D Linux numa máquina modesta.

Depois que publiquei este post, sobre o vídeo que o rapaz fez em português mostrando um Desktop Linux[bb] 3D, alguma pessoas comentaram o fato de ele ter uma máquina monstro, com 3Gb de RAM.

Como vocês sabem, o Linux é um sistema que permite um nível absurdo de personalização. Ele pode ser compilado para o seu processador, otimizado para a sua máquina, de maneira a extrair o melhor dela. Veja por exemplo, neste vídeo, o Linux extraindo o máximo de um um Duron 1.2 com 512MB, placa mãe PC-CHIPS 598lmr e uma Geforce[bb] 2MX PCI 64MB. A hora em que ele abre três instâncias simultâneas do Gimp me dá calafrios!

Embora o resultado seja excelente, construir um Linux from Scratch não é tarefa para qualquer um. Envolve horas e horas de leitura, compilação e configuração. Um excelente hobby para quem gosta do assunto, mas impraticável para quem estiver sem tempo. Uma alternativa interessante para quem quiser aprender é o Gentoo, um “quase LFS” mas empacotado numa distribuição que ajuda muuuuuito as tarefas de download e compilação do código fonte.

Bom, embora apaixonado pelo assunto, eu não tenho muito tempo para essas coisas. Além de um hobby, meus computadores são ferramenta de trabalho, e no momento não tenho uma máquina “extra” que possa ser parada por diversão. Então eu uso Ubuntu, a distribuição mais simples de instalar e usar que já encontrei. Apesar disso, fiquei curioso para saber como o Beryl se comportaria instalado em meu modesto notebook, um Itautec, Celeron 1.5, 512 Mb RAM e plaquinha de vídeo Intel i810.

Instalei o Beryl seguindo essas instruções no meu Ubuntu 6.10 e não fiz nada de especial para configurá-lo além de clicar com o botão direito no ícone do Beryl, escolher “configurações”, escolher o filtro de textura “rápido” e clicar em sair. Todas as escolhas de efeitos visuais foram feitas usando a interface gráfica do próprio Beryl e, depois da instalação que envolveu editar o sources.list e o xorg.conf, eu não editei nenhum arquivo texto.

O resultado:

view video[bb]

Conforme vocês podem ver, a memória está sendo toda usada, e um pouco de swap também. Apesar disso, o desempenho é muito bom.

Para gravar o vídeo eu mudei a resolução para 800X600, porque gravar com a resolução máxima seria pedir muito de meu processadorzinho, e para perder menos detalhes quando o YouTube redimensiona o vídeo. Mas normalmente eu uso 1280X800. Gravei sem som, não por causa de performance, mas porque estou sem microfone. Fiz uns testes com o microfone embutido do notebook e, embora a qualidade do áudio seja sofrível, a performance permanece excelente.

Na verdade, embora eu não saiba explicar isso, parece que o notebook[bb] ficou mais rápido com Beryl. Talvez seja apenas impressão minha, por conta dos efeitos visuais. Não sei.

Claro, nem tudo são flores. Tive problemas ao tentar tocar vídeos usando drivers GL. E o Internet Explorer, instalado no wine usando o ies4linux, fica uma carroça quando estou rodando o Beryl. Mas, de resto, fiquei realmente impressionado com o resultado.

Linux? Windows? Dreamweaver? Photoshop?

Duas dúvidas que recebi por e-mail hoje, com temas muito semelhantes. Embora eu não sinta falta de nada em meu notebook com Ubuntu, você vai notar que, nas duas respostas recomendei o Mac. Para quem quer trabalhar com Unix mas não pode abrir mão de MS Office, Dreamweaver ou Photoshop, é uma escolha que não se pode deixar de considerar.

eu como desenvolvedor web, dependente de softwares como DreamWeaver[bb](esse aqui nem é problema, é mais o photoshop mesmo rsrs) e Photoshop, gostaria de um motivo ou alguns para migrar para o linux e me tornar um desenvolvedor 100% linux, utilizando só softwares de desenvolvimento do linux.

Que vantagens teria? preciso de uma luz, se puder me dar uma dica fico grato pela atenção.

Olá, como vai?

Minha resposta, naturalmente, vai ser pessoal e baseada em minha experiência. Sugiro que você instale Linux em dual-boot com Windows em sua máquina e descubra por você mesmo se ele serve para você. Sugiro que comece com uma distro fácil de usar, como o Ubuntu ou o Suse.

Para mim a principal vantagem em desenvolver usando Linux é o fato de ter um ambiente de desenvolvimento completo em minha máquina. Meu notebook tem Ubuntu com Apache, MySQL, Postgre, PHP, Python, PSE e Django. Trabalhando assim, e com Subversion, e usando os flexíveis recursos do bash, torno o desenvolvimento muito mais simples. E tenho exatamente as mesmas versões de cada uma dessas ferramentas que terei no servidor de produção.

Outras boas vantagens são a possibilidade de automatizar processos com bash, comandos como find, grep, sed, tail, e, claro, o rsync. Para quem, como eu, trabalha em mais de uma máquina, rsync e svn são tudo. Além disso, tem o ssh. Não sei mais viver sem ssh.

Mas, para rodar Photoshop ou Dreamwever, vai precisar usar algum tipo de emulador ou virtualizador. Vai ter bugs, ou queda de performance, ou os dois ;-) Não é problema para mim, porque não uso nenhum dos dois.

Naturalmente, você pode ter um ambiente muito semelhante trabalhando com Windows, principalmente usando o CygWin. E, se você se sente produtivo e confortável trabalhando com Windows, não precisa migrar. De quebra, ainda vai ter Photoshop e Dreamweaver rodando legais.

Outra excelente alternativa é, se você tiver condições para isso, um Mac. Num Mac com chip Intel você pode ter um sistema Unix completo, rodando nativamente Dreamweaver e Photoshop. E, se precisar, pode rodar Windows numa janelinha com o Parallels.

Estou modificando a estrutura de minha empresa e vou vender meu servidor (que é Debian) e minha estação para trabalhar com um notebook, pois preciso de mobilidade. Mas não vivo mais sem o Linux e pretendo instalá-lo no novo equipamento.

Vc me aconselha utilizar o Ubuntu??? Vejo sempre vc falando sobre ele em seus posts. Utilizando o Linux[bb], consigo rodar dentro de um emulador softwares para Windows, como Photoshop e Dreamweaver, dos quais ainda dependo?

Salve, como vai?

Eu uso Ubuntu em meu notebook, e também no Desktop. Para mim, hoje, é a distribuição mais fácil de usar. Mas isso depende de seu perfil de usuário. Se você quiser performance a qualquer custo, vai preferir Gentoo. Se gosta de KDE, vai preferir o Suse (o Kubuntu é meio esquisito, na minha opinião.) E etc.

Agora, em relação ao Photoshop e Dreamweaver, depende de seu perfil de uso. Se você usa pouco esses softwares, pode tê-los rodando no Wine ou VMWare. A performance cai muito, mas é um quebra-galho razoável. Já se você trabalha bastante com eles, vai precisar de Windows em seu notebook. Você pode, por exemplo, trabalhar com dual-boot. Ou pode usar Windows e instalar Apache, PHP, Python[bb] e MySQL. E CygWin. Você vai ter até bash no seu Windows.

Uma outra excelente solução, se você puder, é comprar um MacBook. Você vai ter um sistema Unix que roda Dreamweaver e Photoshop. E vai poder rodar Windows ou Linux numa janelinha, com o Parallels.

Ajude o Open Source encontrando defeitos

Você pode ajudar um projeto Open Source sem saber programar e sem gastar horas com isso. Basta escrever um bug report minimamente detalhado.

Por exemplo, o Automatix travou aqui no meu Linux durante uma instalação. Se eu usasse um sistema de código fechado, dificilmente poderia entender o que estava acontecendo. Mas na arquitetura aberta e flexível de sistemas Unix[bb], eu pude ajudar mesmo sem escrever uma linha de código. Escrevi um bug report.

Mesmo com meu inglês miojônico, o sujeito entendeu o que eu disse e já consertou o problema. A versão corrigida já está inclusive em minha própria máquina, atualizada sozinha pelo Ubuntu[bb].

Compare isso com as alternativas que você tem ao encontrar um defeito num produto de código fechado, rodando num sistema fechado e complicador como o Windows. O Linux[bb] também tem bugs, claro. A diferença é que com Linux você não está impotente. Você pode ajudar.

De novo, boa propaganda faz milagres

Humanized

É um Katapult, um QuickSilver. Só que rodando em Windows. Ou seja, nada de novo, mais uma vez o Windows tem a mesma coisa que os outros sistemas, com alguns meses ou anos de atraso. E parece maravilhoso porque muito usuário de Windows nunca viu nada parecido.

Assista o vídeo e veja no final, onde aparece o desenvolvedor com a barba engraçada. Na parte em que ele fala sobre como estender o sistema, preste atenção na linguagem de programação que você vai usar se quiser ensinar novos truques.

Antes que alguém venha dizer que o Katapult ou o QuickSilver não fazem todos os truques que o Enso, eu quero lembrá-lo de que estamos falando de sistemas Unix. O shell do Unix é a coisa mais flexível que já se inventou em relação à integração de programas diferentes. Tomei um tempinho agora e escrevi 18 linhas de Python + Shell Script, para tentar fazer algo parecido com o que o Enso faz. Veja o resultado:

Usei o próprio Katapult, o Kmenuedit para criar as entradas e colocar os ícones, e o xvkbd para falar com as aplicações abertas. Levei uns 30 minutos, incluindo a gravação do vídeo. Se gastar mais um tempo nisso, é possível fazer muita coisa legal.

Speedy Vantagens, da Telefônica, e minha breve participação no Google Codejam

Como estava curiosíssimo com o assunto, resolvi participar do Google Codejam Latinamerica. O round de qualificação foi muito divertido. Participando por hobby, não tive tempo de me preparar, sequer de ler o regulamento, o que me fez perder um problema inteiro por um detalhe boboca. Apesar disso, me classifiquei para o segundo round na posição 218. Desse round 250 avançam para o próximo, por isso, vendo minha posição, fiquei ainda mais animado para participar.

Diferente da rodada de qualificação, a de hoje aconteceu com hora marcada. Das 20h às 21h. Cheguei em casa às 19h30, depois de muita correria para chegar a tempo. Estou ministrando um treinamento de dia inteiro numa cidade próxima. Liguei o computador e tentei conectar. Nada.

Luzes do modem[bb] acesas, access point funcionando, cabos conferidos. Acessei a telinha de administração do access point e vi que ele havia se conectado via PPPoE normalmente. Tinha obtido um IP e um gateway, e os endereços de DNS. Tentei pingar o gateway. Pingou. Tentei pingar o DNS. Nada. Não era preciso ser nenhum gênio do TCP/IP para perceber que o problema era na Telefônica.

Liguei para o suporte da Telefônica. Disquei o DDD e o número de telefone, disquei o CPF, disquei as opções do menu e esperei. Quase dez minutos. Me atendeu uma mocinha, perguntou o meu nome, em seguida no que podia ajudar. Disse que me conectava via PPPoE, obtinha um IP, conseguia pingar o gateway mas não conseguia pingar mais nada além do Gateway.

- O senhor quer dizer que não consegue navegar no Speedy? – me perguntou ela, deixando claro que não tinha entendido nada desse papo de PPPoE e Gateway.

- Exato.

Ela me perguntou o modelo do meu modem, em seguida a versão do meu Windows.

- Eu não tenho Windows.

- E que sistema o senhor usa para conectar ao Speedy?

- Linux[bb].

Eu não saberia descrever o que acontece depois dessa resposta. Aquela mini-eternidade de silêncio, aquele clima de “Houston, we have a problem.” Você quase consegue sentir os dedos trêmulos da atendente revirando suas anotações, tentando entender porque nunca viu aquela pergunta em seus roteiros.

- Um momento senhor, eu vou verificar. – Uma coisa há de se elogiar no suporte da Telefônica, eles não colocam dois gerúndios por sentença. “Estar verificando” é a última coisa que eu gostaria de ouvir nesse momento. ;-)

Musiquinha de fundo. Alguns minutos depois a moça volta para informar que conversou com o pessoal do suporte técnico e foi informada de que o Speedy não tem suporte para Linux. Passei mais de cinco minutos tentando explicar que o problema não era o meu Linux, que eu tinha certeza disso, que o problema era na Telefônica. Dizer que contratei um serviço que não está funcionando, pelo qual eu pago todo mês, e que eu não quero suporte para meu sistema operacional, que quero apenas a conexão pela qual pago, não fez diferença nenhuma.

Ao final dos cinco minutos ganho um outro “vou verificar”, seguido de dois minutos de musiquinha e propaganda, e sinal de ocupado. Gosto de pensar que a atendente da Telefônica não desligou na minha cara, mas que eles tiveram um problema com o sistema de atendimento deles e a linha caiu.

Fiz mais duas tentativas em seguida. A mesma história. Pelo menos dez minutos tentando convencer o atendente a me deixar falar com alguém capaz de entender minimamente o que estou dizendo, seguido de um “vou verificar”, alguns minutos de musiquinha e propaganda, e sinal de ocupado.

Antes de contar minha última tentativa, convém lembrar do momento mágico, quando o atendente ouve a palavra “Linux”. As reações são as mais diversas, mas raramente positivas. Um dos atendentes me respondeu:

- Ah, senhor, o Speedy não é compatível com Linux. Não funciona.

- Mas eu me conecto no Linux há mais de cinco anos nesse mesmo Speedy.

(Cinco segundos de silêncio.)

- Senhor, o software de instalação do Speedy não funciona no Linux.

Outro chegou a me sugerir reinstalar o Linux. Quando eu tentei explicar que a idéia é absurda, ele me disse que, uma vez que o Speedy não oferece suporte a Linux, eu poderia solicitar a visita de um técnico, mas o técnico teria de qualquer maneira que reinstalar meu Linux!!!

Na quarta ligação, depois de mais de quarenta minutos ao telefone, resolvi tentar uma abordagem diferente. Me atendeu um tal de Marcos, sujeito simpático. Expliquei como estava me sentindo com o atendimento. Expliquei que já havia ligado três vezes, que me mandaram esperar e a linha caía. Deixei bem claro que estava insatisfeito e desanimado. Quase implorei ajuda.

Depois de escutar minha história toda, ele fez as perguntas do roteiro. Quando ouviu “Linux”, aquele mesmo silêncio. Oh-oh!

Mais dez minutos de papo, tentando explicar para o moço que, embora a Telefônica não pudesse me ajudar com meu Linux, não pode se recusar a pelo menos me atender. A mesma conversa dos outros e, ao final da conversa, o mesmo “vou verificar”. Quase desliguei quando começou a musiquinha insuportável das propagandas do Instituto Telefônica. Mas, para minha surpresa, menos de um minuto depois o Marcos voltou! E havia uma outra pessoa na linha. O Marcos o apresentou, Luciano, do suporte avançado (ou algo parecido.)

O Luciano ouviu minha conversa e pareceu entender o que eu dizia! Aleluia! Ele me pediu alguns segundos para fazer um teste na linha, em seguida perguntou sobre as luzes do meu modem. Pediu mais alguns momentos e digitou uma porção de coisas em seu teclado.

- Senhor, a Telefônica está fazendo uma manutenção em sua região para o aumento da segurança dos usuários. O serviço foi iniciado às 19h20, e a previsão é que seja terminado em três horas, ou seja, perto das 22h20.

Agradeci ao Luciano, desliguei e esperei. Porque não me deixaram falar com ele, ou com alguém que pudesse pelo menos entender o meu problema, logo de cara? Porque tenho que gastar cinqüenta minutos ao telefone para encontrar alguém cuja resposta não fosse: “seu sistema operacional é feio e nós não queremos nem falar com você”?

Outra coisa que me deixa com a pulga atrás da orelha é o fato de eles realizarem uma manutenção programada e os clientes não serem avisados. Um e-mail ou telefonema teria resolvido o problema todo, e eu teria participado do Codejam no escritório.

Ah, que inveja do Janio! E lá se foi o Codejam…

Um passo além do Akismet

Qualquer um que tenha um blog com comentários dos usuários conhece o problema: spam de comentários. Este blog recebe centenas de comentários por dia sobre assuntos tão diversos quanto viagra ou tramadol, fotos de angelina jolie e britney spears nuas, encontros, jogos online e uma série de outras coisas que não tem absolutamente nada a ver com o assunto desse blog.

Quem usa WordPress certamente conhece o Akismet, um plugin com um filtro de spam, semelhante ao de Gmail, que acerta mais de 97% das vezes neste humilde blog. É fabuloso. Mas de vez em quando erra.

Se o Akismet deixa passar um comentário que deveria ter sido considerado spam, tudo bem, eu modero isso manualmente. Mas quando ele coloca na caixa de spam um comentário legítimo, o risco de que esse comentário se perca no meio das centenas de spam que recebo todos os dias é muito alto. Verificar a caixa de spams é um trabalho extremamente chato.

Foi pensando nisso que eu criei o Navalha do Spam, um pequeno script Python[bb] que eu fiz em cinco minutos, e que você pode baixar aqui. O navalha funciona através da antiquìssima idéia de se ter uma blacklist de palavras. É simples, a esmagadora maioria dos spams que recebo contém nomes de remédio ou de doenças, como viagra, cialis, phentermine, lexapro, acyclovir, mesothelioma ou prozac, nomes de celebridades escandalosas como britney spears, angelina jolie, briana banks, referências a pornografia ou outras palavras muito manjadas, como ringtone, insurance, refinancing ou wallpapers. E os comentários em meu blog, devido aos assuntos que abordo e ao idioma, raramente contém uma dessas palavras.

Então o que o Navalha faz é ler uma lista de expressões, uma por linha, no arquivo keywords, e excluir todos os comentários que estiverem na caixa de spam e contiverem qualquer uma dessas palavras.

Para usá-lo, você vai precisar apenas de Python e MySQLdb. Coloque os dados de sua conexão no arquivo settings.py. Depois basta executar, dentro do diretório do script:

$ python spamkill.py

E pronto. Aqui para mim o resultado é que geralmente sobra meia dúzia de comentários. Dois ou três legítimos, que eu vou restaurar. Se ainda sobrar muito spam depois de rodar o script, é hora de olhar o que sobrou e incluir novas palavras chaves no arquivo de keywords.

Ensinando crianças a programar

Acabo de ler:

Why Johnny Can’t Program

O sujeito conta a sua experiência em ensinar crianças a programar. Ele usou a linguagem LOGO, que eu também usei em minha infância, e que eu já usei para ensinar crianças a programar.

LOGO é, de longe, a melhor maneira de se ensinar programação para crianças. A metáfora da tartaruga torna a coisa bem divertida, e permite à criança obter resultados interessantes muito rápido.

Para quem usa Linux, uma excelente opção é o kturtle. O Manual do KTurtle é bastante completo e bem escrito.

Preparei um rápido vídeo para que você tenha uma idéia de como funciona. Escrevi o programa abaixo:

clear
pendown
repeat 9 [
  forward 100
  turnright 160
]
penup
turnleft 90
forward 50

Veja rodando:

Se você usa Debian ou Ubuntu, pode instalar o kturtle usando o synaptic. No Ubuntu, pode também fazer, num terminal:

sudo apt-get install kturtle

Gravação de screencast no Ubuntu é com o recordmydesktop

Já tinha usado duas ferramentas para gravar screencasts no Linux[bb]: o xvidcap e o ffmpeg. Dois programas cheeeios de opções. O ffmeg é um programa de terminal para trabalho com mpeg em geral, que além de gravar screencasts faz muito mais. O xvidcap é um programa com interface gráfica, feito para a gravação de vídeos do Desktop, mas nem por isso menos complicado que o ffmpeg para se produzir um screencast.

Descobri recentemente o recordmydesktop, que me faz aposentar os outros dois. No fórum do Ubuntu há link para os pacotes deb. É preciso ter um login no fórum para baixar os pacotes. Baixe e instale os dois (duplo clique deve abrir o pacote no instalador de pacotes do Ubuntu.)
O programa, depois de instalado, vai estar em Aplicações -> Som e Vídeo -> gtk-recordMyDesktop. Experimente. Você vai ver como é sem graça. Descontando o fato de estar em português de Portugal e com os acentos errados, o programa funcionou perfeitamente aqui. Você abre o programa, escolhe a região da tela que quer gravar, clica em “Gravar” e pronto. Há uma série de configurações no botão “Avançado”, mas as escolhas para as opções mais comuns já foram feitas para você, de modo que se você não clicar em “Avançado” e for direto ao “Gravar” o programa deve funcionar perfeitamente.

O programa vai gerar um ogg, cujo nome padrão é out.ogg. Para convertê-lo para um formato DiVX mais fácil de se abrir no (argh!) Windows, você pode fazer:

mencoder out.ogg -o pronto.avi -oac mp3lame -ovc lavc -lavcopts vcodec=msmpeg4v2

Divirta-se.