Fiz essa versão do clássico joguinho Lights Off:
O jogo é simples, e o objetivo é apenas apagar todas as luzes. Por curiosidade, fiz também o algoritmo que resolve o jogo:
O desafio está lançado. O primeiro que colocar nos comentários a URL de uma página com um botão “solve” como o meu ganha uma entrada para o Codeshow. Importante:
- Vale o primeiro comentário. Mesmo que você comente de madrugada e eu demore a moderar, ganha quem comentar primeiro.
- O solucionador tem que ser escrito em Javascript. Você pode copiar minha versão do jogo e desenvolver em cima dela.
- Não pode resolver na base da tentativa e erro. Tem que ser uma boa solução, que resolva qualquer estado do tabuleiro em 20 passos ou menos.
Divirtam-se!
(O pessoal da Visie, se quiser participar, pode. Só não vai ganhar nada
)
Navegando por aí, acabei esbarrando no blog do meu amigo Marcos Rossow (nossa, quanto tempo!)
E encontrei esse post: JavaScript UTF-8 Decode, com um código tirado daqui: JavaScript utf8_decode.
Tem duas coisas que me incomodam nessa abordagem. A primeira é essa mania que muita gente tem, particularmente programadores PHP, de tratar UTF-8 como um “código alienígena” e ISO-8859-1 como normal e padrão. Alô, ISO-8859-1 é usado por parte do mundo. Não dá para escrever hebraico, mandarim, japonês, árabe ou russo com isso. ISO-8859-1 é uma das diversas tabelas de caracteres que existem mundo afora. E Unicode é a única maneira sensata de escrever um sistema que possa ser usado aqui e na China.
A segunda coisa que me incomoda é a quantidade de código. Não testei profundamente, mas tenho a impressão de que o código abaixo resolve o problema:
function utf8_decode(t){
return decodeURIComponent(escape(t))
}
Discussões sobre o melhor sistema operacional, o melhor navegador ou a melhor linguagem de programação tendem a entrar em loop infinito. Cada um dos lados parece achar o outro um completo idiota por não se convencer de suas opiniões.
Semana passada troquei algumas mensagens com o René de Paula que me fizeram pensar bastante sobre o assunto. O René provavelmente não me conhece, mas eu tenho aprendido muito com ele nos últimos anos, principalmente em seu podcast, o Roda e Avisa. E esse post não é um desabafo “estou chateadinho”. Estou citando o nome do René porque a conversa se deu no Twitter, ou seja, em público, e realmente me fez pensar.
O René recomendou esse artigo da ZDNet, analisando um estudo de segurança dos navegadores web. O artigo começa apresentando os resultados do estudo, em que o Internet Explorer ganha de lavada, e segue explicando porque, na opinião do autor, o estudo patrocinado pela Microsoft é tendencioso e irrelevante.
Respondi ao René dizendo que concordava com o artigo que ele havia indicado, que realmente o estudo era tendencioso. E usei a frase “o rei está nu.” Para mim, a crônica da roupa nova do rei é uma excelente metáfora para a situação. Ele me respondeu que havia visto meu blog e que achava que havia um “viés oculto” em tudo o que eu dizia. Em seguida twittou sobre o fato de as pessoas tratarem essas discussões como se fossem sobre times de futebol. Isso me fez pensar um bocado.
Eu gosto de, numa discussão, ouvir o outro lado. Também gosto muito de lógica. Se tem uma coisa que eu vou defender numa discussão, mais do que meu time de futebol, é o bom uso da lógica. Tento nunca ser irrazoável. Sei que todos somos tendenciosos, mas sempre tento ser mais imparcial que a média.
Talvez seja o fato de a discussão ter acontecido no Twitter, meio pouco propício, mas confesso que fiquei muito preocupado com a impressão que o René teve. Quem me conhece, sabe, trabalho com Linux, Windows ou Mac, sem rabo preso, escolhendo sempre o jeito mais simples de resolver cada problema.
Cada cabeça, uma sentença
Em primeiro lugar, não há um sistema operacional “melhor” e outro “pior”. Há um “melhor para você”. O fato de aquele seu amigo usuário de Windows não ter enxergado ainda que o Linux é o melhor sistema operacional do mundo talvez seja porque, para o perfil de uso dele, o Windows seja realmente o melhor sistema operacional.
Dificilmente eu tento convencer alguém a usar exclusivamente Linux. Sempre tento convencer as pessoas a experimentar. Se o sujeito me diz que é um heavy gamer, por exemplo, recomendo o uso de Windows. Sei, o Wine está muito evoluído e tal, mas se ele tem dinheiro para pagar as licenças e pode rodar a versão mais nova de cada jogo no ambiente em que ele foi feito para rodar, por que complicar?
Sim, não me esqueci, para certos perfis de uso, Mac OS X também é um sistema fantástico. Estou quase comprando um para minha mulher.
Existem, porém, padrões absolutos
O fato de não existir uma solução “bala de prata” e a paixão que costuma cercar essas discussões têm levado muita gente, principalmente programadores, a uma posição morna tão irrazoável quanto os extremos. É comum ouvir frases como “a melhor linguagem é aquele com a qual você sabe trabalhar” ou “a melhor ferramenta é a que resolve seu problema.”
Acredito sim que há casos de uso os mais variados. Mas, dentro de determinado caso de uso, há métricas objetivas que você pode usar para dizer o que é melhor. Falando em linguagem de programação, por exemplo, a melhor não é aquela que faz você se “sentir bem”. A não ser que programar para você seja só um hobby, a melhor é aquela que vai te permitir resolver mais rápido o problema do cliente, com a qualidade e a performance necessárias.
Dado um determinado problema do cliente, e uma determinada métrica de performance, deve ser possível apontar a melhor linguagem para essa situação.
Que problema seu software se propõe a resolver?
Se você é desenvolvedor de software, é importante entender isso. Você dificilmente vai encontrar uma oportunidade de desenvolver um produto que é o melhor para todo mundo. Não há unanimidades.
Você pode desenvolver algo que é o melhor para a maioria, pode achar uma minoria endinheirada, ou pode desenvolver algo legal para você mesmo e torcer para que haja gente parecido com você lá fora.
Mas, se você tentar ouvir todas as sugestões que receber e superar os concorrentes em absolutamente todos os perfis de uso, nunca vai terminar de desenvolver.
Mente aberta
Na Visie hoje temos 7 máquinas Windows, 6 Linux e 3 Macs. Sem contar as VMs, o ambiente de testes, e os servidores onde estão hospedadas as aplicações. Desenvolvedor, abra sua mente. Aprenda uma linguagem de programação nova, experimente outro sistema operacional, teste outra solução. Você vai aprender muito.
Aprenda Python, Ruby, Haskell ou Scala. Isso vai tornar você um melhor programador PHP, Java ou .Net. Desenvolva um projeto com uma banco de dados não relacional (estou usando MongoDB em um projeto.) Se você ama WordPress, faça alguma coisa com Joomla, e vice-versa. Tente outro framework, outro editor, outro jeito.
Sobre navegadores
No dia seguinte a essa conversa estive no escritório do W3C Brasil, assistindo ao Café com Browser com o pessoal do Internet Explorer.
Eles passaram boa parte do tempo falando sobre os recursos do navegador para o usuário final. Coisas como abas (oh!) e favoritos mais legais, webclips, processos independentes em cada aba, melhorias de performance e segurança. Tudo muito interessante mas, eu acho, apresentado para o público errado. Estávamos dentro do W3C, afinal de contas. Queríamos saber sobre as melhorias para o desenvolvedor.
Ao final, a palestra sobre melhorias para o desenvolvedor foi, para mim, parte surpreendente, parte decepcionante. Me surpreendi principalmente pela reação dos desenvolvedores no Twitter. Muita gente não conhecia as developer tools do IE8, ou os modos de compatibilidade, por exemplo. Quando foi apresentado o querySelector, muita gente twittou revoltada, porque a Microsoft estava “inventando um novo jeito proprietário de fazer as coisas”. Gente, o querySelector é uma recomendação do W3C (está em Working Draft, mas está lá.)
A parte decepcionante, expressei em minha pergunta:
Em suma, não tenho ódio da Microsoft ou de quem quer que seja. Não quero que o Internet Explorer suma do mapa. Ainda tenho projetos em ASP, VB e .Net, e sou feliz com isso. Só quero poder desenvolver uma vez só minhas aplicações. Quero não ter que cobrar do cliente pelo custo de fazê-la funcionar no Internet Explorer. Quero entregar mais rápido aplicações melhores, mais estáveis, com menos código.
A convite do Dulcetti, resolvi aderir à campanha “morte ao IE6″. Incluí o script do iMasters neste blog, e estou indicando quatro desenvolvedores para participar da brincadeira, convidando mais quatro cada um e assim por diante:
Resolvi experimentar um pouco a Twitter API. É linda, do jeito que toda API deveria ser. É REST, muito fácil de entender e colocar para funcionar, e devolve dados em XML, JSON, RSS e ATOM.
Essa simplicidade permite interagir com a API usando ferramentas simples da linha de comando do Unix, como o wget e a cURL. Para nossos exemplos, vamos usar cURL. Se você usa Ubuntu, antes de começar faça:
sudo apt-get install curl
Para fazer um simples post, por exemplo, você pode digitar, em seu terminal:
curl -u seu_username:sua_senha -d status="Twittando do terminal. Aprendi com o Elcio: http://blog.elcio.com.br/brincando-com-a-api-do-twitter/" http://twitter.com/statuses/update.json
É isso mesmo, meninos e meninas, é só um post com autenticação, mais nada. RESTful, simples e elegante, deixar qualquer SOAP no chinelo. Inspirador para qualquer um que precise projetar uma API. Isso retorna dados em JSON. Se você quiser os mesmos dados em XML, ATOM ou RSS, basta mudar a extensão na url.
Agora vamos automatizar isso. Eu criei um arquivo /usr/local/bin/twitter com o seguinte conteúdo:
source $HOME/.twitter
curl -u $user:$password -d status="$@" http://twitter.com/statuses/update.json
Naturalmente, criei o arquivo como root e dei permissão de execução para todos os usuários. Agora, no diretório de cada usuário, basta criar um arquivo .twitter com o seguinte conteúdo:
user=seu_username
password=sua_senha
Pronto, tendo feito isso, qualquer usuário que tenha o arquivo .twitter em seu home pode twittar do terminal com:
twitter "Twittando do terminal, aprendi com o Elcio: http://blog.elcio.com.br/brincando-com-a-api-do-twitter/"
Simples e indolor, agora você pode automatizar suas twittadas com shell script. Pode, por exemplo, twittar toda vez que seu servidor baleiar, ou agendar twits com cron.
Search API
A Search API também é espetacularmente simples, dê uma olhada. Fiz a UPBox usando a Twitter Search API, por exemplo, com 22 linhas de código.
A Editora Arteccom está organizando o I ETI. Eu vou estar lá, e recomendo, parece que vai ser muito interessante. Recebi deles o seguinte release:
É tempo de interatividade e o 1º Encontro de TI faz tudo o que o público deseja!
A editora Arteccom promove novo evento que promete agitar o mercado dos desenvolvedores web.Sabe aquele evento que você sempre sonhou? Com as palestras que você sempre quis assistir? Virou realidade! A Arteccom fez uma pesquisa com desenvolvedores web para que fossem sugeridos temas e palestrantes para o evento. 512 profissionais da área de TI responderam a pesquisa e, mais tarde, com expressiva participação do público no site www.encontrodeti.com.br, foi desenhado o 1º Encontro de Tecnologia da Informação.
Os temas mais votados e escolhidos para as palestras foram “Linguagens – quais são as mais requisitadas pelas grandes empresas e o valor das formações/certificações”, “CMS livres: Drupal x Joomla! x WordPress”, “Ferramenta Google Analytics: como analisar acessos e gerar melhores resultados” e “Padrões W3C – Como tornar seu site mais leve e mais acessível”. E ocorrerão ainda, simultaneamente, algumas oficinas que vão discutir os assuntos mais atuais da área, como Ruby On Rails, SEO, Interoperabilidade e Scrum.
Mas a interação não pára por aí. Depois de escolhidos os temas, os mediadores das palestrantes e oficinas propõem um debate no site do ETI para decidir qual especialidade dentro do assunto principal será abordada para as palestras (http://www.encontrodeti.com.
br/site/?p=558). Ou seja, todas as decisões são feitas através de pesquisas com o público. Vai ter até café da manhã, espaço imprensa digital, e, para completar, eu te faço mais uma perguntinha: Já pensou em um evento com as palestras e oficinas que você sempre sonhou, e no final ainda curtir um Happy Hour? Não está acreditando não é? É isso aí! Você não pode perder! No final deste mês, dia 27/11, quinta-feira, na Amcham Brasil, em São Paulo, e dia 29/11, sábado, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro.
Para ter um gostinho do que vai rolar no evento, confira os quatro chats sobre os temas das palestras, que tiveram ótima repercussão com cerca de 50 participantes em cada sala: http://www.encontrodeti.com.
br/site/?page_id=319. O Encontro de Tecnologia da Informação é uma realização da Arteccom, com os patrocínios de PagSeguro UOL, UOL Host, Tecla e Hostnet.
Veja a programação do evento:
08:30 – Credenciamento
09:00 – Café da manhã (networking e visita aos estandes)
10:00 – Abertura
10:15 – Palestra: “Linguagens: quais são as mais requisitadas pelas grandes empresas e o valor das formações/certificações”
Palestrante SP e RJ: Guilherme Chapiewski (Globo.com)
11:15 – Debate CMS livres:
- WordPress: SP: José Murilo (Minc) | RJ: Guilherme Aguiar (Minc)
- Joomla!: Ricardo Accioly (Noix)
- Drupal: Paulino Michelazzo (Fábrica Livre)
13:00 – Intervalo para almoço
14:30 – Palestra: “Google Analytics: como analisar acessos e gerar melhores resultados”
Palestrante SP: Ruy Carneiro (WA Consulting)
Palestrante RJ: Gustavo Loureiro (Infnet)
15:30 – Intervalo para visita aos estandes
16:00 – Palestra: “Padrões W3C: torne seu site mais leve e mais acessível”
Palestrante SP: Vagner Diniz (W3C)
Palestrante RJ: Everaldo Bechara (iLearn)
17:00 – Happy hour
18:00 – EncerramentoOficinas (vagas limitadas):
10:15 às 11:15h (palestra principal: Linguagens e certificações)
Ruby on Rails – SP Fábio Akita (Locaweb)
Ruby on Rails – RJ Sylvestre Mergulhão (Hostnet)11:15 às 12:15 (palestra principal: CMS livres)
SEO – SP Fábio Ricotta (MestreSEO)
SEO – RJ Paulo Teixeira (Marketing de Busca)14:30 às 15:30 (palestra principal: Google Analytics)
Interoperabilidade – SP Fábio Hara (Microsoft)
Interoperabilidade – RJ Gilson Banin (Microsoft)16:00 às 17:00 (palestra principal: Padrões W3C)
Scrum – SP Guilherme Chapiewski (Globo.com)
Scrum – RJ Guilherme Chapiewski (Globo.com)
Locais:São Paulo
Data: 27 de novembro de 2008
Local: Amcham Brasil
Rua da Paz, 1.431 – Chácara Santo Antônio – São Paulo – SP
Telefone: (11) 5180-3728Rio de Janeiro
Data: 29 de novembro de 2008
Local: Centro de Convenções SulAmérica
Av. Paulo de Frontin, 1 – Cidade Nova – RJ
Telefone: (21) 3293-6700Inscrições: www.encontrodeti.com.br
Mais informações: (21) 2253.0596Texto de Flávia Freire
Flavia.freire@arteccom.com.br
Recomendo. Vejo você lá.
Nesta quarta-feira, 4 de junho, às 19h na FNAC da Paulista, haverá o coquetel de lançamento do livro Internet – O Encontro de Dois Mundos, que conta com uma crônica deste seu humilde blogueiro.
O coquetel é gratuito, e contará ainda com uma palestra de Gil Giardelli. Vai por mim, só a palestra já valeria sua ida até lá.
O livro também é algo muito especial. Nada de XHTML, Rails, PHP, Flash e coisas do gênero, é um livro para te fazer pensar.
Na última quinta-feira preparamos uma edição especial do Workshop de Produtividade apenas para convidados. Acontece que, por “motivo de força maior”, um bom grupo de convidados não pode vir. Tínhamos então o dilema de fazer o evento com poucas pessoas.
Naquela manhã o Diego ficou sabendo, no twitter, que o Marco Gomes estava transmitindo o pessoal da boo-box jogando Wii. Logo ele teve a idéia de transmitir o evento.
O resultado me surpreendeu. Embora fosse de graça, era um evento em horário comercial, não teve nenhuma divulgação e foi anunciado na hora do evento. Achei que ninguém ia conseguir se agendar para assistir, mas tivemos uma média de 30 participantes, com alguns períodos com mais de 50. Os vídeos estão disponíveis para quem quiser conferir.
A cada dia mais me convenço de que isso tudo é uma revolução. Não estamos apenas fazendo melhor as mesmas coisas de antes, estamos fazendo coisas que antes não eram possíveis. Ouse, se arrisque, não tenha medo. Você corre o risco de as coisas darem certo.
Meu sobrinho Josué, de oito anos de idade, é um pequeno nerd da tecnologia. Vive conectado, ou ajuntando pedaços de PCs velhos tentando inventar a máquina que vai revolucionar o mundo. Tem um caderno de desenhos cheio de projetos de robôs, notebooks futuristas e outros gadgets.
Recentemente ele descobriu o blogging. Abriu um blog no blogspot, o tecnologia-plugado, onde está fazendo clipping de notícias que ele acha interessante. Se você tiver um tempinho e quiser fazer feliz o pequeno nerd, faça uma visita ao blog e deixe um comentário. Valeu!
O Tiago Dória gostou da idéia de se criar um feed pessoal. Em seguida o Cris Dias discordou dele. Os argumentos do Cris são interessantes, ele coloca que a idéia já existia com o Wasabi, que teve o seu momento mas hoje não tem nenhuma relevância.
Eu, porém, vejo uma diferença fundamental entre o Wasabi e serviços como o FriendFeed. Quando me cadastrei no Wasabi, o fiz todo empolgado. Mas eu perdi o interesse logo que percebi que não poderia acompanhar as novidades do Wasabi no Google Reader. Nesse aspecto, o FriendFeed é justamente o que eu queria.
Por outro lado, é claro que eu não vou assinar o feed pessoal de todo mundo cujo blog eu leio. Não me interessam em nada as fotos de fim-de-semana daquele sujeito cujo blog sobre Linux eu acompanho. Nesse aspecto, concordo com o Fabricio Zuardi. Por outro lado, acharia muito interessante o feed pessoal de amigos mais próximos, colegas de escritório, familiares e pessoas que admiro muito. E quando um amigo criar uma conta no Flickr, eu não vou ter trabalho nenhum para ver as fotos.
Bom, para quem quiser, tenho meu feed pessoal no FriendFeed. Cuidado, você vai receber tudo o que eu publico, sobre todos os assuntos!
Profissão Web faz 1 ano e quer presentear você!
Olha que legal, o Thiago vai dar presentes às pessoas que participarem de sua promoção, e para o primeiro colocado ele escolheu dar como presente um curso online de acessibilidade da Visie. Lisonjeado.
Parabéns Thiago pelo primeiro aniversário do Profissão Web.
Exercício de lógica. Esses Puzzles do Wendel me fizeram perder um tempão! Boa diversão, depois conte para a gente aqui nos comentários até onde você foi. IMPORTANTE: não escreva as respostas, senão você estraga a brincadeira dos outros.
O Diego colocou no ar agora há pouco: www.tableless.com.br
Layout novo. Eu gostei bastante.
Está lançado: clientside.com.br.
É um site para falar sobre Javascript, Ajax, CSS, XHTML. Mas não é um site para opinião e recomendações, é um lugar para você ler sobre código, ler código, e colaborar. O site é aberto ao cadastro e colaboração dos usuários, embora todos os artigos devam ser aprovados pelos editores. Entenda a política do site.
Se você já possui um blog ou site sobre o assunto, pode publicar seus artigos em seu próprio site e apenas um link com um breve comentário no ClientSide. Só não faça isso com cada um dos seus posts, apenas com os melhores. Não é um agregador. Se fosse, eu teria feito para funcionar sozinho. É um site onde você vai ler conteúdo especial, focado no assunto, que foi selecionado por seres humanos de um jeito que as máquinas (ainda) não sabem fazer.
Logo que saiu o piloto do [o - ] taligado, eu publiquei aqui meus elogios. E não é que o Marco Gomes me convidou para participar da primeira edição? Está no ar: Edição 01, sobre Startups, com esse vosso humilde servo.
Eu, descaradamente, aproveitei a oportunidade para perguntar para o Marco e o Gilberto tudo aquilo que eu tinha vontade de saber
E me diverti um bocado!
Para começar, leia o trecho a seguir desta notícia na INFO Online:
Mas, quando tentou o Google, o especialista descobriu que serviço de publicação de blogs WordPress é vulnerável a pesquisas específicas. O site armazena dados como hashes MD5, que podem conter senhas, de uma maneira visível ao buscador. Bastaria informar um trecho do algoritmo para encontrar dados relacionados ao usuário e suas senhas.
Uau, belo trabalho jornalístico esse hein? Espalhando o medo. Imagine a reação de um leigo, que tenha um um blog WordPress, ao ler essa pérola da desinformação. Não parece, lendo esse texto, que o WordPress tem uma seríssima falha de segurança que pode ser explorada usando o Google? Que se alguém “informa um trecho do algoritmo” vai descobrir uma porção de dados seus? Bom, fui ao site do sujeito e li o artigo em que ele explica como quebrou a senha.
O que aconteceu é que o WordPress do tal Murdoch foi invadido por um cracker, que criou uma conta de usuário. O WordPress guarda suas senhas em um formato chamado MD5, um formato de criptografia que transforma qualquer senha num hexadecimal de 32 caracteres, assim:
- “Sylar” = 7bef5e9683a92c37a266283bf229c2e8
- “Cap. Nascimento” = 40a4b69d3132bd562dc03e2de30fda3e
- “Pat Morita” = 261f3880c4eab23075356dbc6b5befc3
O WordPress faz isso para proteger você. Se alguém invadir seu blog, mesmo assim não vai descobrir sua senha. Então o Murdoch não tinha a senha do sujeito que invadiu o blog dele, tinha apenas o texto “20f1aeb7819d7858684c898d1e98c1bb”. O jeito comum de se descobrir essa senha é o chamado ataque de dicionário. Você consegue um enorme dicionário de palavras e nomes comuns, e faz um programa que converte cada um deles para MD5. Se, ao converter algum, você encontrar o tal texto “20f1…”, pronto, você descobriu qual é a senha.
O problema é que esses ataques levam tempo, pois o computador tem que processar milhões de palavras. E se a senha não for uma palavra comum do dicionário, ela não vai ser encontrada. Assim, “banana” vai ser encontrada, mas “Xbanana43″ não. Acontece que palavras muito, muito comuns, como “banana”, ou nomes de pessoas, provavelmente já tem seu hash MD5 publicados em alguma página na web. E, se está publicado, o Google encontra. Por exemplo, procure pelo MD5 de banana.
Então, ao procurar o MD5 da senha do invasor, o Murdoch achou páginas como essa aqui, uma lista de pessoas chamadas “Anthony”. Ele resolveu tentar então “Anthony” como senha, e funcionou.
Perceba que isso não torna o WordPress mais vulnerável, porque a senha ia ser descoberta de qualquer maneira, só ia levar um pouco mais de tempo. E para fazer isso, o sujeito tem que ter acesso ao banco de dados com as senhas. Ou seja, já tem que ter invadido o sistema.
Foi só isso. Não há nenhuma vulnerabilidade no WordPress que, se alguém vai ao Google e “informa um trecho do algoritmo”, vai descobrir seu CPF e número de cartão de crédito. Aliás, será que esse repórter sabe o que significa “algoritmo“? Aprendi quando era criança, quando minha mãe ouviu meu primeiro palavrão, que gente não devia usar palavras que a gente não sabe o que significa.
Você que usa WordPress, não precisa se desesperar. Só não use senhas óbvias, não acredite em tudo o que você lê por aí e não entre em pânico.
Só lembrando: em Janeiro tem Oficina de WordPress na Visie
Meu amigo DGmike publicou: Retornando o último número (script PHP)
Como eu acho interessante comparar soluções em linguagens diferentes, resolvi escrever o mesmo script em Python. Veja como ficou:
import re def ultimoNumero(string): return re.findall(r"\d+",string)[-1]
Gostou?
Saiu o episódio piloto do [ o - ] taligado?, podcast do Gilberto Jr e do Marco Gomes sobre tecnologia, mercado de Internet no Brasil e divagações relacionadas. A parte sobre start-ups é muito interessante.
De brinde, a abertura e o fechamento com uma música do Noriel Vilela que eu não ouvia há um tempão, e que é uma delícia: Dezesseis Toneladas.
Momento Jabá:
Oficina de WordPress Visie: WordPress é a mais poderosa ferramenta de blogging da atualidade. É a ferramenta usada em todos os blogs aqui da Visie, e em boa parte dos blogs
mais populares do Brasil e do mundo. Extremamente simples de usar, facilmente configurável e poderosamente extensível, WordPress ainda por cima é open source e completamente gratuito.
WordPress é a ferramenta por trás desse blog. A idéia da oficina nasceu numa conversa com o Juliano Spyer, no Blogcamp. Teremos um dia para quem quer aprender o básico de WordPress para, por exemplo, criar seu próprio blog, um dia para designers, falando de temas para WordPress e um dia para programadores em que vamos construir plugins e ferramentas que se integrem ao WordPress.
Ao final de minha palestra, em que falei de métodos, práticas e ferramentas para a produtividade, padrões web e acessibilidade, o grande Manoel Netto, do Tecnocracia, me fez aquela pergunta que todos já estamos cansados de ouvir, mas é importantíssima:
Como fazer com que o cliente pague por padrões web, acessibilidade e toda essa qualidade, quando há gente por aí desenvolvendo sites
a R$ 70,00?
Há dois pontos importantes aqui. O primeiro é que nem todo mundo precisa realmente de um site. O seu José da quitanda da esquina talvez não precise realmente de um site. Pode ser que isso venha a mudar num futuro próximo, e estou à disposição para revisar esse artigo, mas hoje talvez parte do problema seja que você está tentando vender um site para alguém que realmente não precisa de um. Esse ponto nos leva a um próximo:
Ninguém está interessado em comprar esse negócio de site aí. Ninguém compra site. Se você vende site, está vendendo alguma coisa que ninguém quer comprar, e seus clientes vão achar caro mesmo. Ninguém compra site, ninguém compra sistema, ninguém compra e-commerce. Pronto falei. Sabe o que se passa na cabeça do seu cliente quando você oferece a ele um e-commerce por, digamos*, R$ 25.000,00?
“Por esse dinheiro eu coloco dois operadores de telemarketing para trabalhar aqui por um ano.”
“Hmmm, é o preço de uma boa reforma na frente da minha loja.”
“Por que eu deveria pagar por isso mesmo?”
Padrões web, usabilidade, acessibilidade, Ajax, tudo isso tem um custo, mas não é isso que seu cliente compra. No caso de nosso e-commerce hipotético, ele está comprando um vendedor. Um vendedor que trabalha 24 horas por dia, que não vai ficar doente ou abrir um processo trabalhista, um vendedor que pode atender milhares de pessoas. É uma questão de números, R$ 25.000,00 pode ser muito barato se você puder mostrar a ele que vale a pena.
Mostre a seu cliente quanto dinheiro ele vai ganhar, ou quanto ele vai poupar. Dê a ele segurança disso, e ele vai achar seu preço barato. Por exemplo, do último e-commerce que você desenvolveu, qual a quantidade de visitas? Qual a taxa de conversão? Qual o ticket médio? Você faz idéia de quanto o seu cliente lucrou com o site?
Do último sistema de atendimento online que você fez, qual o grau de satisfação do usuário? Qual a eficiência do sistema comparado com o atendimento telefônico? Eficiência se mede em quantidade de clientes atendidos, em tempo de atendimento, etc.
Se você não tem números, seu cliente vai ter que decidir na base do palpite. Vai ser realmente difícil para ele escolher entre você e o sobrinho dos R$ 70,00. Mostre a ele porque ele deveria deixar de contrar mais dois vendedores ou reformar a frente da loja.
* Você provavelmente deve ter entendido que eu não estou dizendo que um e-commerce deva custar R$ 25.000,00. Esse é um preço hipotético. Um e-commerce pode custar R$ 2.500,00 ou R$ 250.000,00, e esse não é o nosso assunto aqui.