Um módulo Python pequeno, com uma única função muito simples, mas que você precisa conhecer é o glob. O que ele faz é obter uma listagem de diretório:
import glob
files=glob.glob('*')
O que equivale a:
import os
files=os.listdir('.')
Porém o glob é muito poderoso. Podemos fazer:
glob.glob('*.mad')
Ou:
glob.glob('../pasta/*')
Fica a dica.
Semana passada participei de um curso sobre HTML5 ministrado pela w3c Brasil. Nesse curso o Elcio Ferreira foi o instrutor, eu fiquei com uma duvida e fiz uma pergunta para ele sobre a necessidade de incluir a extensão do arquivo na tag <video> para que o mesmo funcione no firefox. Ele me mostrou uma forma utilizando PHP mas infelizmente não consegui obter o codigo.
Os servidores web, quando servem um arquivo, enviam ao navegador a informação de tipo de conteúdo. O header enviado do servidor, para um arquivo Ogg Vorbis, deve ser:
Content-type: application/ogg
Se o servidor não enviar esse header, o vídeo não vai tocar no Firefox. O Apache sabe fazer sozinho, basta que esteja configurado para isso. No Ubuntu, por exemplo, ele já vem configurado para servir ogg.
A saída de scripts PHP é servida com outro tipo de conteúdo. Geralmente “text/html”. Se você serve seu vídeo do PHP, precisa enviar um header no início do script avisando o navegador que esse conteúdo é vídeo. Você pode fazer:
<?php
header('Content-type: application/ogg');
?>
Já se você serve os vídeos como arquivos estáticos, não deve usar PHP para processá-los só para que sejam servidor com o tipo correto. O jeito certo é configurar corretamente o servidor. Se for um hosting compartilhado, eu tentaria um chamado ao suporte pedindo para que configurem isso corretamente antes de fazer com PHP. Ou estudaria mudar de hosting
Durante esta semana estive no escritório do W3C Brasil, ministrando um treinamento de HTML5. Para encerrar o treinamento, o W3C organizou uma edição do Café com Browser.
Nós e o pessoal da Agência Click vamos mostrar um pouco do que já estamos fazendo com HTML5, e você pode assistir ao streaming ao vivo, cujo link será disponibilizado na hora.
Para tuitar, use a tag #cafecombrowser.
O vídeo possui duas ferramentas fantásticas para a conversão de vídeo: ffmpeg e mencoder. Mas são ferramentas de linha de comando e nada fáceis de usar. Veja, por exemplo, como ripar DVDs para DivX com mencoder. Se a origem, ao invés de um DVD, for um arquivo mpeg, isso tudo muda bastante. Se a saída, ao invés de DivX, for mp4, muda bastante também.
Conheci recentemente o Transmageddon, ferramenta fantástica. Veja um screenshot:

Se você clica em “Pré-definições”, por exemplo, veja a lista que aparece:

Serve para quase tudo o que você pode querer fazer convertendo vídeo. Sem dor. Vale a pena experimentar.
Embora seu computador possa ter dois, quatro, oito ou até dezesseis núcleos de processamento, o Python só usa um deles de cada vez (mesmo trabalhando com threads). Parallel Python resolve o problema. Um exemplo simples, para você entender como funciona:
ppserver = pp.Server(ppservers=()) job1 = ppserver.submit(funcao_demorada, (), (), ()) job2 = ppserver.submit(funcao_demorada, (), (), ()) print job1()+job2()
Os quatro argumentos do método submit são: a função que será executada, os argumentos passados a ela, as funções que ele pode chamar e os módulos dos quais ela depende. Veja um exemplo de como chamar com esses parâmetros:
ppserver = pp.Server(ppservers=())
job1 = ppserver.submit(funcao_demorada, (44,),
(sub_funcao,), ("sys","math",))
job2 = ppserver.submit(funcao_demorada, (25,),
(sub_funcao,), ("sys","math",))
print job1()+job2()
Divirta-se!
Fiz essa versão do clássico joguinho Lights Off:
O jogo é simples, e o objetivo é apenas apagar todas as luzes. Por curiosidade, fiz também o algoritmo que resolve o jogo:
O desafio está lançado. O primeiro que colocar nos comentários a URL de uma página com um botão “solve” como o meu ganha uma entrada para o Codeshow. Importante:
- Vale o primeiro comentário. Mesmo que você comente de madrugada e eu demore a moderar, ganha quem comentar primeiro.
- O solucionador tem que ser escrito em Javascript. Você pode copiar minha versão do jogo e desenvolver em cima dela.
- Não pode resolver na base da tentativa e erro. Tem que ser uma boa solução, que resolva qualquer estado do tabuleiro em 20 passos ou menos.
Divirtam-se!
(O pessoal da Visie, se quiser participar, pode. Só não vai ganhar nada
)
Há um tempo eu ensinei aqui como fazer o Mac falar. O Linux também faz. Instala aí:
$ sudo apt-get install espeak
Daí é só mandar:
$ espeak "Luke, I am your father."
E fala português também:
$ espeak -v pt "Luke, eu sou seu pai."
Com -f arquivo.txt, ele lê o texto de um arquivo. Com -w arquivo.wav, ele salva o áudio num arquivo. E pode ser comandado via ssh.
Consegue imaginar utilidades para isso?
Navegando por aí, acabei esbarrando no blog do meu amigo Marcos Rossow (nossa, quanto tempo!)
E encontrei esse post: JavaScript UTF-8 Decode, com um código tirado daqui: JavaScript utf8_decode.
Tem duas coisas que me incomodam nessa abordagem. A primeira é essa mania que muita gente tem, particularmente programadores PHP, de tratar UTF-8 como um “código alienígena” e ISO-8859-1 como normal e padrão. Alô, ISO-8859-1 é usado por parte do mundo. Não dá para escrever hebraico, mandarim, japonês, árabe ou russo com isso. ISO-8859-1 é uma das diversas tabelas de caracteres que existem mundo afora. E Unicode é a única maneira sensata de escrever um sistema que possa ser usado aqui e na China.
A segunda coisa que me incomoda é a quantidade de código. Não testei profundamente, mas tenho a impressão de que o código abaixo resolve o problema:
function utf8_decode(t){
return decodeURIComponent(escape(t))
}
Trecho de código legado (ASP) que pegamos aqui:
if len(request("price")) = 3 then
valorTotal = left(request("price"),1)
elseif len(request("price")) = 4 then
valorTotal = left(request("price"),2)
elseif len(request("price")) = 5 then
valorTotal = left(request("price"),3)
end if
Jênio.
Criei agora um pequeno script para resolver um problema meu, um exportador de base de dados MySQL para arquivos CSV. Resolvi compartilhar:
Para baixar, você vai precisar do git. No Ubuntu, para instalar, faça:
$ sudo apt-get install git-core
Depois, para baixar:
$ git clone git@github.com:elcio/mysql2csv.git
Isso vai criar a pasta mysql2csv, com o script dentro. Você pode copiá-lo para a pasta /usr/local/bin/ e dar permissão de execução se for usar com muita freqüência:
$ cd mysql2csv
$ sudo cp mysql2csv.py /usr/local/bin/mysql2csv
$ sudo chmod +x /usr/local/bin/mysql2csv
Se fizer isso, vai poder chamar, em qualquer diretório:
$ mysql2csv host user passwd dbname
Código simples, mas que pode ser útil para alguém não ter que escrevê-lo de novo (arquivo runcached.py):
import os,time cachepath='cache' timeout=360 def runcached(cmd): filename=os.path.join(cachepath,str(hash(cmd))) if os.path.isfile(filename): if time.time()-os.path.getmtime(filename)<timeout: return open(filename).read() t=os.popen(cmd).read() open(filename,'w').write(t) return t
A função runcached roda comandos do sistema operacional, e faz cache do resultado por 6 minutos. Para alterar o tempo do cache, basta mudar a variável timeout. Por exemplo, para cachear por 10 horas:
import runcached
runcached.timeout=36000
r=runcached('lynx --source http://www.tableless.com.br')
Passei a última semana no IPAE, aqui. É o colégio em que fiz o segundo grau (faz tempo!), um lugar fantástico, ao pé de uma montanha, região com paisagens inacreditáveis. Me hospedei no colégio com minha família, para matar saudades, e todos os dias saíamos para visitar algum lugar em Petrópolis ou Teresópolis.
Há catorze anos, quando estudei lá, telefonava para minha família uma vez por semana apenas, pois os interurbanos eram muito caros. Dessa vez, estava conectado via rede 3G o tempo todo. O mundo mudou muito rápido em catorze anos. Ponto para o 3G da Claro, que funcionou em todo lugar onde fui, inclusive em todo o trajeto paulista (Dutra, Carvalho Pinto, Ayrton Senna) e em boa parte do estado do Rio de Janeiro. Na região de Itatiaia virou 2G, mas continuou funcionando.
Antes de sair para viajar, usávamos o Google Maps e a Wikimapia para encontrar os pontos de interesse. O problema? Depois de encontrar o ponto de interesse, meu sobrinho tinha que digitar os endereços no GPS para obter a rota. E quando o ponto de interesse ficava no meio de uma estrada, o jeito era navegar à mão no GPS até o lugar, arrastando o mapa para cá e para lá.
Será que só eu sofri com isso? Vocês, meus bem informados leitores, conhecem algum aparelho de GPS que fale com a web, através de alguma integração maluca? O ideal seria GPRS. Seria muito interessante se, enquanto estou dirigindo, um passageiro pudesse pegar o GPS e ver a navegação acontecendo sobre a Wikimapia, por exemplo. Alguém já viu isso? Alguma idéia de como fazer?
Uma coisa que sempre me espantou é a ineficiência dos servidores de DNS dos provedores de hospedagem brasileiros. Já testei ADSL, cabo coaxial, 3G e, aqui em São Paulo, de maneira geral as conexões são boas. Mas como o servidor de DNS dos provedores é ruim, a navegação é muito lenta.
Eu vinha usando OpenDNS, cuja performance é muito boa. Mas hoje resolvi testar o Google Public DNS. Deixa o OpenDNS no chinelo!
Como o Google conseguiu isso? Um mega sistema de cache, com cobertura global, e um inovador sistema de prefetching. Se você não está usando ainda, vale a pena testar.
Para facilitar a vida dos usuários de Linux, segue meu /etc/resolv.conf:
nameserver 8.8.8.8
nameserver 8.8.4.4
Sim, são esses IPs mesmo
Não é fantástico?
Só para deixar registrado: instalei o novo Ubuntu 9.10, Karmic Koala. Tenho um LG R405. Funcionou tudo de primeira, sem configurações esotéricas em arquivos texto misteriosos.
Boota rápido. Boota muito rápido. Estou feliz
[update 1] Olha que legal: qual o boot mais rápido – vídeo comparativo de boot entre o Karmic, o Jaunty, o Vista e o Seven. [/update 1]
Discussões sobre o melhor sistema operacional, o melhor navegador ou a melhor linguagem de programação tendem a entrar em loop infinito. Cada um dos lados parece achar o outro um completo idiota por não se convencer de suas opiniões.
Semana passada troquei algumas mensagens com o René de Paula que me fizeram pensar bastante sobre o assunto. O René provavelmente não me conhece, mas eu tenho aprendido muito com ele nos últimos anos, principalmente em seu podcast, o Roda e Avisa. E esse post não é um desabafo “estou chateadinho”. Estou citando o nome do René porque a conversa se deu no Twitter, ou seja, em público, e realmente me fez pensar.
O René recomendou esse artigo da ZDNet, analisando um estudo de segurança dos navegadores web. O artigo começa apresentando os resultados do estudo, em que o Internet Explorer ganha de lavada, e segue explicando porque, na opinião do autor, o estudo patrocinado pela Microsoft é tendencioso e irrelevante.
Respondi ao René dizendo que concordava com o artigo que ele havia indicado, que realmente o estudo era tendencioso. E usei a frase “o rei está nu.” Para mim, a crônica da roupa nova do rei é uma excelente metáfora para a situação. Ele me respondeu que havia visto meu blog e que achava que havia um “viés oculto” em tudo o que eu dizia. Em seguida twittou sobre o fato de as pessoas tratarem essas discussões como se fossem sobre times de futebol. Isso me fez pensar um bocado.
Eu gosto de, numa discussão, ouvir o outro lado. Também gosto muito de lógica. Se tem uma coisa que eu vou defender numa discussão, mais do que meu time de futebol, é o bom uso da lógica. Tento nunca ser irrazoável. Sei que todos somos tendenciosos, mas sempre tento ser mais imparcial que a média.
Talvez seja o fato de a discussão ter acontecido no Twitter, meio pouco propício, mas confesso que fiquei muito preocupado com a impressão que o René teve. Quem me conhece, sabe, trabalho com Linux, Windows ou Mac, sem rabo preso, escolhendo sempre o jeito mais simples de resolver cada problema.
Cada cabeça, uma sentença
Em primeiro lugar, não há um sistema operacional “melhor” e outro “pior”. Há um “melhor para você”. O fato de aquele seu amigo usuário de Windows não ter enxergado ainda que o Linux é o melhor sistema operacional do mundo talvez seja porque, para o perfil de uso dele, o Windows seja realmente o melhor sistema operacional.
Dificilmente eu tento convencer alguém a usar exclusivamente Linux. Sempre tento convencer as pessoas a experimentar. Se o sujeito me diz que é um heavy gamer, por exemplo, recomendo o uso de Windows. Sei, o Wine está muito evoluído e tal, mas se ele tem dinheiro para pagar as licenças e pode rodar a versão mais nova de cada jogo no ambiente em que ele foi feito para rodar, por que complicar?
Sim, não me esqueci, para certos perfis de uso, Mac OS X também é um sistema fantástico. Estou quase comprando um para minha mulher.
Existem, porém, padrões absolutos
O fato de não existir uma solução “bala de prata” e a paixão que costuma cercar essas discussões têm levado muita gente, principalmente programadores, a uma posição morna tão irrazoável quanto os extremos. É comum ouvir frases como “a melhor linguagem é aquele com a qual você sabe trabalhar” ou “a melhor ferramenta é a que resolve seu problema.”
Acredito sim que há casos de uso os mais variados. Mas, dentro de determinado caso de uso, há métricas objetivas que você pode usar para dizer o que é melhor. Falando em linguagem de programação, por exemplo, a melhor não é aquela que faz você se “sentir bem”. A não ser que programar para você seja só um hobby, a melhor é aquela que vai te permitir resolver mais rápido o problema do cliente, com a qualidade e a performance necessárias.
Dado um determinado problema do cliente, e uma determinada métrica de performance, deve ser possível apontar a melhor linguagem para essa situação.
Que problema seu software se propõe a resolver?
Se você é desenvolvedor de software, é importante entender isso. Você dificilmente vai encontrar uma oportunidade de desenvolver um produto que é o melhor para todo mundo. Não há unanimidades.
Você pode desenvolver algo que é o melhor para a maioria, pode achar uma minoria endinheirada, ou pode desenvolver algo legal para você mesmo e torcer para que haja gente parecido com você lá fora.
Mas, se você tentar ouvir todas as sugestões que receber e superar os concorrentes em absolutamente todos os perfis de uso, nunca vai terminar de desenvolver.
Mente aberta
Na Visie hoje temos 7 máquinas Windows, 6 Linux e 3 Macs. Sem contar as VMs, o ambiente de testes, e os servidores onde estão hospedadas as aplicações. Desenvolvedor, abra sua mente. Aprenda uma linguagem de programação nova, experimente outro sistema operacional, teste outra solução. Você vai aprender muito.
Aprenda Python, Ruby, Haskell ou Scala. Isso vai tornar você um melhor programador PHP, Java ou .Net. Desenvolva um projeto com uma banco de dados não relacional (estou usando MongoDB em um projeto.) Se você ama WordPress, faça alguma coisa com Joomla, e vice-versa. Tente outro framework, outro editor, outro jeito.
Sobre navegadores
No dia seguinte a essa conversa estive no escritório do W3C Brasil, assistindo ao Café com Browser com o pessoal do Internet Explorer.
Eles passaram boa parte do tempo falando sobre os recursos do navegador para o usuário final. Coisas como abas (oh!) e favoritos mais legais, webclips, processos independentes em cada aba, melhorias de performance e segurança. Tudo muito interessante mas, eu acho, apresentado para o público errado. Estávamos dentro do W3C, afinal de contas. Queríamos saber sobre as melhorias para o desenvolvedor.
Ao final, a palestra sobre melhorias para o desenvolvedor foi, para mim, parte surpreendente, parte decepcionante. Me surpreendi principalmente pela reação dos desenvolvedores no Twitter. Muita gente não conhecia as developer tools do IE8, ou os modos de compatibilidade, por exemplo. Quando foi apresentado o querySelector, muita gente twittou revoltada, porque a Microsoft estava “inventando um novo jeito proprietário de fazer as coisas”. Gente, o querySelector é uma recomendação do W3C (está em Working Draft, mas está lá.)
A parte decepcionante, expressei em minha pergunta:
Em suma, não tenho ódio da Microsoft ou de quem quer que seja. Não quero que o Internet Explorer suma do mapa. Ainda tenho projetos em ASP, VB e .Net, e sou feliz com isso. Só quero poder desenvolver uma vez só minhas aplicações. Quero não ter que cobrar do cliente pelo custo de fazê-la funcionar no Internet Explorer. Quero entregar mais rápido aplicações melhores, mais estáveis, com menos código.
A convite do Dulcetti, resolvi aderir à campanha “morte ao IE6″. Incluí o script do iMasters neste blog, e estou indicando quatro desenvolvedores para participar da brincadeira, convidando mais quatro cada um e assim por diante:
A matéria foi feita durante o Workshop de e-commerce iMasters e PagSeguro, em Vitória, em Novembro do ano passado:
Não a versão do repositório, mas a mais nova.
Só a sequência de comandos, que eu estou com pressa agora:
sudo apt-get install build-essential erlang libicu38 libicu-dev libmozjs-dev automake autoconf libtool help2man libcurl-ocaml-dev subversion python-setuptools
mkdir ~/src
cd ~/src
svn co http://svn.apache.org/repos/asf/couchdb/trunk couchdb
cd couchdb
./bootstrap && ./configure && make && sudo make install
sudo adduser --system --home /var/lib/couchdb --no-create-home --shell /bin/bash --group --gecos "CouchDB Administrator" couchdb
sudo chown -R couchdb /usr/local/var/lib/couchdb/
sudo chown -R couchdb /usr/local/var/log/couchdb/
sudo easy_install simplejson
sudo easy_install httplib2
sudo easy_install couchdb
Resolvi experimentar um pouco a Twitter API. É linda, do jeito que toda API deveria ser. É REST, muito fácil de entender e colocar para funcionar, e devolve dados em XML, JSON, RSS e ATOM.
Essa simplicidade permite interagir com a API usando ferramentas simples da linha de comando do Unix, como o wget e a cURL. Para nossos exemplos, vamos usar cURL. Se você usa Ubuntu, antes de começar faça:
sudo apt-get install curl
Para fazer um simples post, por exemplo, você pode digitar, em seu terminal:
curl -u seu_username:sua_senha -d status="Twittando do terminal. Aprendi com o Elcio: http://blog.elcio.com.br/brincando-com-a-api-do-twitter/" http://twitter.com/statuses/update.json
É isso mesmo, meninos e meninas, é só um post com autenticação, mais nada. RESTful, simples e elegante, deixar qualquer SOAP no chinelo. Inspirador para qualquer um que precise projetar uma API. Isso retorna dados em JSON. Se você quiser os mesmos dados em XML, ATOM ou RSS, basta mudar a extensão na url.
Agora vamos automatizar isso. Eu criei um arquivo /usr/local/bin/twitter com o seguinte conteúdo:
source $HOME/.twitter
curl -u $user:$password -d status="$@" http://twitter.com/statuses/update.json
Naturalmente, criei o arquivo como root e dei permissão de execução para todos os usuários. Agora, no diretório de cada usuário, basta criar um arquivo .twitter com o seguinte conteúdo:
user=seu_username
password=sua_senha
Pronto, tendo feito isso, qualquer usuário que tenha o arquivo .twitter em seu home pode twittar do terminal com:
twitter "Twittando do terminal, aprendi com o Elcio: http://blog.elcio.com.br/brincando-com-a-api-do-twitter/"
Simples e indolor, agora você pode automatizar suas twittadas com shell script. Pode, por exemplo, twittar toda vez que seu servidor baleiar, ou agendar twits com cron.
Search API
A Search API também é espetacularmente simples, dê uma olhada. Fiz a UPBox usando a Twitter Search API, por exemplo, com 22 linhas de código.
Cheguei mais cedo que o resto da galera ao escritório hoje. O que significa que ainda não tinha ninguém fazendo downloads, acessando o servidor de desenvolvimento, lendo e-mails e etc. Bom, o Mike estava aqui já, mas estava escrevendo CSS, então não conta.
Li a notícia a respeito do Google nativeclient e resolvi baixar para testar. E olha só:

Só queria compartilhar. É muito fácil fazer um nerd feliz, só precisa de wifi rápido e uma tomada de três pinos.